quinta-feira, 17 de maio de 2018

RICARDO MATOS

,
O NOSSO COMPANHEIRO RICARDO
É UM FERVOROSO MODELISTA E
ALGUMAS DAS SUAS OBRAS JÁ
FORAM PUBLICADAS NO NOSSO
BLOG.


Hoje ,deixo aqui a sua ultima criação, de grande pormenor e qualidade.




U.S.S.AMERICA
Revell kit 1/56 scale , Vallejo acrilics and pigments, deck planking ennanced with overlaping diferent shades of wood color prev masked with strips of Tamiya tape.

POEMA DA CANÇÃO VENCEDORA DO FESTIVAL DA EUROVISÃO

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POEMA ???DA CANçÃO VENCEDORA
DO EURO FESTIVAL DA CANÇÃO



Dado o extraordinário nível literário do texto, não poderia deixar de o partilhar convosco.
Espero que o comité Nobel tenha esta pérola em consideração

Letra da Canção Vencedora do Eurofestival 2018.

.....incrivel !!! Anda tudo doido....ou um gozo ao pagode ???

(DINA ROCHA , na nossa página do face)

Brinquedo - Por Netta Barzilai

Ri, outch, hey, hm, lá
Ri, outch, hey, hm, lá
Ri, outch, hey, hm, lá
Ri, outch, hey, hm, lá
Ri, outch, hey, hm, lá
Ri, outch, hey, hm, lá
Olha para mim, sou uma criatura linda
Não me importo com a tua pregação moderna
Sejam bem-vindo meninos, barulho de mais, vou ensinar-lhes
Pám pám pá hu, turrám pám pá hu
Ei, acho que te esqueceste de como jogar
O meu urso de peluche está a fugir
A Barbie tem algo a dizer
Hey
Ei! O meu rei manda que me deixes em paz
Levo o meu Pikachu para casa
És estúpido, como o teu smartphone
Mulher Maravilha, nunca te esqueças
De que és divina e ele está prestes a arrepender-se
É um rapaz có-có-có-có, có-có-có-có
Có-có-có-có, có-có-có-có
Não sou o teu có-có-có-có, có-có-có-có
Não sou o teu brinquedo (o teu brinquedo, não)
Rapaz estúpido (rapaz estúpido)
Agora vou derrubar-te, fazer-te assistir
A dançar com as minhas bonecas ao ritmo do c...alho
Não sou o teu brinquedo (cululi, cululu)
Nã-nã-nã-não sou boneca
Nã-nã-nã-não sou boneca
(Cululi, cululu) Sinos de casamento a tocar
(Cululi, cululu) Homens do dinheiro bling-bling
Não me importo com o teu dinheiro, rapaz
Pám pám pá hu, turrám pám pá hu
Mulher Maravilha, nunca te esqueças
De que és divina e ele está prestes a arrepender-se
É um rapaz có-có-có-có, có-có-có-có
Có-có-có-có, có-có-có-có
Não sou o teu có-có-có-có, có-có-có-có

sábado, 12 de maio de 2018

BAIRRO DAS MINHOCAS

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ONDE FICAVA O CHAMADO BAIRRO
DAS MINHOCAS?


Bairro das Minhocas ou do Bélgica (ou mesmo dois bairros), ficava junto à Estação do Rego. Pelos anos 30, foi destruído por um grande incêndio, talvez em 1936 ou 1937, o que "obrigou" as autoridades da altura a apressarem a construção do Bairro da Quinta da Calçada, do Bairro da Boavista, do Bairro das Furnas tudo no fim dos anos 30 e inicio dos anos 40 e mais tarde o Bairro Padre Cruz, tudo em lusalite.



sexta-feira, 11 de maio de 2018

VITOR CANDEIAS, MAIS UM COMPANHEIRO QUE PARTE

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É MAIS UMA NOTICIA TRISTE, MAIS
UM COMPANHEIRO QUE PARTE, NÃO TE
DEIXAREMOS ESQUECER VITOR CANDEIAS.



Quem se quiser despedir do Vitor, poderá fazê-lo a partir das 19 horas, na Cova da Piedade , na Igreja Paroquial ,Largo 5 de Outubro,65


O ultimo adeus será amanhã para o Cemitério do Feijó , PELAS 10 HORAS, Cemitério Municipal de Vale Flores
R. Vale de Flores 4A




sexta-feira, 4 de maio de 2018

LUCERNAS ROMANAS EM CASTRO VERDE

AS LUCERNAS ROMANAS ENCONTRADAS
EM SANTA BARBARA DE PADRÕES
PELOS ARQUEOLOGOS MANUEL MAIA
E SUA MULHER,MARIA MAIA, E QUE
SE ENCONTRAM EXPOSTAS NO MUSEU
DAS LUCERNAS EM CASTRO VERDE,
FORAM MATéRIA DO CONCEITUADO
NATIONAL GEOGRAPHIC.


Aqui no nosso blogue ,já foi também objecto de reportagem e divulgação de imagens com o Arqueologo Manuel Maia a explicar o porquê da dua existência e utilidade histórica.



As escavações e o conhecimento avançaram em Castro Verde ao ritmo da morte”, gosta de dizer, com um sorriso provocatório, o arqueólogo Manuel Maia. Em 1983, as obras de ampliação do cemitério local revelaram as estruturas de uma basílica paleocristã e de termas romanas no topo de uma colina em Santa Bárbara de Padrões. Onze anos depois, nova ampliação do cemitério levou à abertura de uma vala de quinze metros. O arqueólogo e a mulher, Maria Maia, conduziram os estudantes de um curso de iniciação à arqueologia para aquela que veio a ser conhecida como a vala das lucernas: “O primeiro estudante saiu de lá com meia lucerna. Nesse dia, trouxemos cinco sacos de supermercado repletos de fragmentos”, conta o arqueólogo.

Nos quatro meses seguintes, recuperaram-se centenas de lucernas do período romano, correspondendo a três séculos de utilização do espaço, entre inícios do século I e o final do século III. “Todas as lucernas tinham marcas de utilização. Um depósito de lucernas utilizadas indica por definição a presença de um santuário com função religiosa nas proximidades. A lucerna é como a vela moderna: deixa-se a queimar em nome de uma promessa”, diz o arqueólogo.

Durante as escavações, o casal Maia (Maria Maia faleceu em Julho de 2011) encontrou aqui cerca de vinte mil lucernas – a maior colecção conhecida do mundo. Só havia um precedente na região: as lucernas encontradas em Peroguarda, em meados do século XX, sem efectivo controlo arqueológico. “Muitas das ‘nossas’ lucernas tinham sido depositadas como hoje colocamos as chávenas nas máquinas de lavar-louça”, brinca o arqueólogo. Curiosamente, mesmo 1.700 anos depois de se ter apagado a última lucerna, “cheirava a azeite rançoso no local”.

Um santuário desta relevância teria seguramente importância estratégica no Sul de Portugal. Até à data, não emergiu nenhuma inscrição que pudesse comprovar a toponímia local, mas Manuel Maia acredita que aqui poderia ser Arannis, referenciada indirectamente por Plínio, como terra dos aranditanos. “Um itinerário do tempo de Antonino Pio, que mandou levantar todas as estradas do império, também menciona este sítio no itinerário 21, que liga Castro Marim a Tavira e Faro, subindo depois, pela serra, até ao Alentejo”, diz Manuel Maia. “Estou convencido, até pelas distâncias ali indicadas, que Arannis seria Santa Bárbara de Padrões.” Há alguns anos, uma equipa do Campo Arqueológico de Tavira detectou vestígios da velha estrada romana e o geógrafo Luís Fraga da Silva encontrou, num mapa do século XVII, provas do uso persistente dessa rota por onde se levava o correio para o Algarve. Manuel Maia continua a acreditar que uma escavação intensiva no local poderia revelar a configuração do santuário.

Entretanto, a ciência aumentou o conhecimento disponível sobre as lucernas de Castro Verde. Uma tese de mestrado defendida na Universidade de Évora em 2017 por Silvânia Afonso (enquadrada pelo Laboratório HERCULES) analisou a composição dos combustíveis utilizados em lucernas de dois sítios arqueológicos. Para as de Castro Verde, a investigadora identificou cera de abelha, resina de pinheiro e óleo de sementes de brassicáceas. Algumas lucernas são procedentes do Algarve ou da vizinha província da Bética, mas outras vieram seguramente de paragens mais distantes. “Temos peças requintadas, mas o maior custo da lucerna não é a decoração”, explica Maia. “A partir do momento em que uma matriz era esculpida, faziam-se milhares de moldes. É o tipo de pasta que sugere o poder de compra do utilizador.”

Na colecção do Museu da Lucerna, existem motivos replicados em todo o império romano e outros que só se encontraram aqui. Através destes traços de cultura material, Manuel Maia acredita que poderá ser possível cartografar as relações comerciais do mundo romano. “No interior das lucernas, aparecem impressões digitais dos oleiros, uma vez que o barro era moldado à mão. Seria muito interessante desenvolver uma base de dados que pudesse ligar as lucernas que aqui vieram parar aos centros de produção conhecidos através de algo tão identitário como a impressão digital coincidente.”