.
A COMUNIDADE ITALIANA NO BRASIL,
ESPECIALMENTE EM SÃO PAULO É
MUITO NUMEROSA,E NO SECULO 19
CRIARAM MUITO S CLUBES COM A
DENOMINAÇÃO PALESTRA ITÁLIA,
PARA MANTEREM VINCULO EMOCIONAL
COM A PATRIA DE ONDE TIVERAM
DE PARTIR.
Como se recordam, a partir do momento em que o movimento abolocionista no Brasil conseguiu por Lei do Ventre Livre, abolir a escravatura , os fazendeiros iniciaram um processo de subsistuir o trabalho escravo pela importação de trabalhadores rurais vindos de Itália,Portugal, Japão etc.
Com o decorrer do tempo, os emigrantes da região de São Paulo e de Minas Gerais, criaram entre outros 2 clubes que se tornariam os mais importantes do País, o PALESTRA ITÁLIA (hoje PALMEIRAS e o CRUZEIRO)
PALESTRA ITALIA (hoje PALMEIRAS)
Fundando em 1914, o Palmeiras chamava-se Palestra Italia. O Cruzeiro, por sua vez, fundado em 1921, tinha a denominação de Società Sportiva Palestra Italia.
Segunda Guerra Mundial
Quase no final da II Guerra Mundial,quando o Brasil declarou guerra ao Eixo (Alemanha nazi, Italia Fasciste e Japão)o governo de Getúlio Vargas proibiu e, consequentemente, determinou as mudanças de nomes que fizessem menção direta ou indireta à Itália, à Alemanha e ao Japão.
O Palestra Itália de São Paulo escolheu o nome "PALMEIRAS" para aproveitar o P no uniforme e lembrar a extinta Associação Atlética das Palmeiras, na qual alguns jogadores do Palestra haviam jogado. Em 2009, o Palmeiras utilizou um uniforme azul, em homenagem a seleção italiana de futebol.
O Palestra Itália de Minas Gerais no dia 7 de outubro de 1942, em uma reunião entre sócios e dirigentes, decidiu tornar o clube em uma entidade totalmente brasileira, e aprovou o novo nome: CRUZEIRO ESPORTE CLUBE. Uma homenagem ao símbolo maior da pátria, a constelação do Cruzeiro do Sul, o nome foi sugerido pelo ex-presidente do Clube, Oswaldo Pinto Coelho. No ano de 2009, o clube mineiro utilizou uma camisa com o escudo do Palestra no lado direito do peito e o do Cruzeiro do lado esquerdo, em homenagem a história do clube.
Homenagens ao Palestra Itália
Em homenagem ao Palestra (S.E Palmeiras, Cruzeiro E.C) vários outros clubes adotaram a mesma denominação em municípios do interior paulista, estando alguns deles ainda em atividade, tais como; "Palestra Esporte Clube de São José do RIO PRETO", Palestra de SÃO BERNANRDO e outros. Houve também muitos outros que foram "extintos", tais como; Palestra Itália de São Carlos, "Palestra Itália de Rio Claro", "Palestra Futebol Clube de Ribeirão Preto" e outros.
No Paraná houve um Palestra Itália Futebol Clube, fundado em 1921, que fundiu-se com o Britânia Sport Club e com o Clube Atlético Ferroviário em 1971 para dar origem ao Colorado Esporte Clube. O Colorado, por sua vez, fundiu-se ao Esporte Clube Pinheiros, formando o Paraná Clube em 1989.
Interessante notar ainda que houve um clube denominado Palestra Itália, que não praticava futebol, na cidade de Nova Iorque, onde a imigração italiana também deixou influências socioculturais muito fortes.
terça-feira, 31 de outubro de 2017
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
OPERAISMO
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O QUE SE ENTEDE
POR OPERAÍSMO?
Operaísmo
O operaísmo ( do italiano operaio, "operário") é um movimento político marxista heterodoxo e antiautoritário - ou neomarxista - surgido na Itália, a partir do final dos anos 1950 e início dos anos 1960, trabalhava a renovação do marxismo diante dos impasses do segundo pós-guerra para o movimento operário e para a esquerda. As figuras mais conhecidas desta corrente de pensamento são o filósofo Antonio Negri, o cientista político Mario Tronti, ligado ao Partido Comunista Italiano, e Raniero Panzieri. A análise
desses teóricos e militantes começa por observar o poder ativo da classe operária para transformar as relações de produção. Os elementos principais do operaísmo foram mais elaborados quando este se combina com o movimento autônomo.
Teoria
Michael Hardt e Antonio Negri constróem uma definição do operaísmo a partir da afirmação de Marx de que o capitalismo reage às lutas da classe operária - ou seja, de que a classe operária é ativa e o capital é reativo:
Desenvolvimento tecnológico: onde há greves, vêm as máquinas. "Seria possível escrever uma história inteira, desde 1830, das invenções que tiveram o propósito único de prover o capital das armas contra a rebelião da classe operária.”
Desenvolvimento político: a legislação da fábrica na Inglaterra foi uma resposta à luta da classe operária sobre a duração da jornada de trabalho. “Sua formulação, reconhecimento oficial e proclamação por parte do Estado foram o resultado de uma longa luta de classe."
Assim, o axioma fundamental do operaísmo é: as lutas da classe operária precedem e prefiguram as reestruturações sucessivas do capital(ismo). Os operaístas deram continuidade a Marx tentando basear sua política numa investigação da vida e da luta da classe operária.
História
Em 1961, Mario Tronti, Toni Negri e Raniero Panzieri, teóricos operaístas, fundaram, com outros intelectuais comunistas, a revista Quaderni rossi ("Cadernos vermelhos", 1961-1965), que será o berço do pensamento operaísta.
Em 1963, do grupo fundador da revista saem Mario Tronti, Alberto Asor Rosa e Massimo Cacciari para fundar Classe operaia.
Em 1969, o pensamento operaísta dá origem a dois movimentos políticos rivais: um mais "ortodoxo", Potere Operaio, e outro mais "movimentista", Lotta Continua.
Quaderni Rossi e Classe Operaia (1963-1966) desenvolveram a teoria operaísta , concentrando-se nas lutas proletárias. A esses desenvolvimentos teóricos foi associada uma praxis baseada na organização no lugar de trabalho, adotada principalmente por Lotta Continua.
O movimento alcançou seu auge durante o chamado "outono quente" (autunno caldo) italiano, em 1969.
Após a dissolução de ambos os movimentos em 1976, alguns militantes ingressaram na órbita da Autonomia Operaia, cuja ideologia baseava-se exatamente na centralidade operária autônoma tanto em relação aos partidos como aos sindicatos.
O operaísmo se difundiu também na França, através do grupo Socialismo ou barbárie, e nos Estados Unidos, com a Tendência Johnson-Forest, graças às traduções feitas por Danilo Montaldi e outros. A Johnson-Forest tinha estudado a vida e as lutas operárias na indústria automobilística de Detroit, publicando panfletos como "The American Worker" (1947), "Punching Out" (1952) e "Union Committemen and Wildcat Strikes" (1955). Essses trabalhos foram traduzidos para o francês pelo grupo "Socialismo ou barbárie" e publicados no seu jornal. Johnson-Forest também estudou e escreveu sobre o que acontecia nos locais de trabalho - no caso, dentro das fábricas de automóveis - e nas empresas de seguros.
Em meados dos anos 1970, todavia, a ênfase do movimento operaísta transferiu-se da fábrica à "fábrica social" - as vidas diárias dos trabalhadores em suas comunidades. O movimento foi-se transformando, então, no que hoje é conhecido como movimento autônomo
O QUE SE ENTEDE
POR OPERAÍSMO?
Operaísmo
O operaísmo ( do italiano operaio, "operário") é um movimento político marxista heterodoxo e antiautoritário - ou neomarxista - surgido na Itália, a partir do final dos anos 1950 e início dos anos 1960, trabalhava a renovação do marxismo diante dos impasses do segundo pós-guerra para o movimento operário e para a esquerda. As figuras mais conhecidas desta corrente de pensamento são o filósofo Antonio Negri, o cientista político Mario Tronti, ligado ao Partido Comunista Italiano, e Raniero Panzieri. A análise
desses teóricos e militantes começa por observar o poder ativo da classe operária para transformar as relações de produção. Os elementos principais do operaísmo foram mais elaborados quando este se combina com o movimento autônomo.
Teoria
Michael Hardt e Antonio Negri constróem uma definição do operaísmo a partir da afirmação de Marx de que o capitalismo reage às lutas da classe operária - ou seja, de que a classe operária é ativa e o capital é reativo:
Desenvolvimento tecnológico: onde há greves, vêm as máquinas. "Seria possível escrever uma história inteira, desde 1830, das invenções que tiveram o propósito único de prover o capital das armas contra a rebelião da classe operária.”
Desenvolvimento político: a legislação da fábrica na Inglaterra foi uma resposta à luta da classe operária sobre a duração da jornada de trabalho. “Sua formulação, reconhecimento oficial e proclamação por parte do Estado foram o resultado de uma longa luta de classe."
Assim, o axioma fundamental do operaísmo é: as lutas da classe operária precedem e prefiguram as reestruturações sucessivas do capital(ismo). Os operaístas deram continuidade a Marx tentando basear sua política numa investigação da vida e da luta da classe operária.
História
Em 1961, Mario Tronti, Toni Negri e Raniero Panzieri, teóricos operaístas, fundaram, com outros intelectuais comunistas, a revista Quaderni rossi ("Cadernos vermelhos", 1961-1965), que será o berço do pensamento operaísta.
Em 1963, do grupo fundador da revista saem Mario Tronti, Alberto Asor Rosa e Massimo Cacciari para fundar Classe operaia.
Em 1969, o pensamento operaísta dá origem a dois movimentos políticos rivais: um mais "ortodoxo", Potere Operaio, e outro mais "movimentista", Lotta Continua.
Quaderni Rossi e Classe Operaia (1963-1966) desenvolveram a teoria operaísta , concentrando-se nas lutas proletárias. A esses desenvolvimentos teóricos foi associada uma praxis baseada na organização no lugar de trabalho, adotada principalmente por Lotta Continua.
O movimento alcançou seu auge durante o chamado "outono quente" (autunno caldo) italiano, em 1969.
Após a dissolução de ambos os movimentos em 1976, alguns militantes ingressaram na órbita da Autonomia Operaia, cuja ideologia baseava-se exatamente na centralidade operária autônoma tanto em relação aos partidos como aos sindicatos.
O operaísmo se difundiu também na França, através do grupo Socialismo ou barbárie, e nos Estados Unidos, com a Tendência Johnson-Forest, graças às traduções feitas por Danilo Montaldi e outros. A Johnson-Forest tinha estudado a vida e as lutas operárias na indústria automobilística de Detroit, publicando panfletos como "The American Worker" (1947), "Punching Out" (1952) e "Union Committemen and Wildcat Strikes" (1955). Essses trabalhos foram traduzidos para o francês pelo grupo "Socialismo ou barbárie" e publicados no seu jornal. Johnson-Forest também estudou e escreveu sobre o que acontecia nos locais de trabalho - no caso, dentro das fábricas de automóveis - e nas empresas de seguros.
Em meados dos anos 1970, todavia, a ênfase do movimento operaísta transferiu-se da fábrica à "fábrica social" - as vidas diárias dos trabalhadores em suas comunidades. O movimento foi-se transformando, então, no que hoje é conhecido como movimento autônomo
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
WIM WENDERS FOI O VENEDOR DO PRÉMIO EUROPEU HELENA VAZ DA SILVA
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WIM WENDERS GANHA PRÉMIO
EURPEU HELENA VAZ DA SILVA
O cineasta alemão Wim Wenders, que realizou, entre outros, os filmes "Lisbon Story" e "Paris, Texas", recebe hoje, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural/2017.
O cineasta alemão foi "distinguido pelo seu contributo excecional para a comunicação da história multicultural da Europa e dos ideais europeus", segundo comunicado do Centro Nacional de Cultura (CNC), que promove o galardão, difundida em junho último, quando foi conhecido o laureado.
A presidente do CNC, Maria Calado, em nome do júri, realçou que Wim Wenders é "uma figura chave do cinema contemporâneo europeu" e "um defensor acérrimo da Europa através do seu rico património cultural".
"Ao longo de 50 anos de carreira, ele tem sido um mestre na procura de imagens e palavras para capturar o sentido de lugar na Europa. O júri apreciou em particular a forma original como Wenders consegue dar vida aos valores e ideais europeus e promovê-los além-fronteiras, através do seu trabalho prolífico, que abrange filmes inovadores, exposições fotográficas, monografias, livros de filmes e coleções de prosa".
Nesta quinta edição do galardão, o júri, "composto por especialistas independentes nos campos da cultura, património e comunicação de vários países europeus", decidiu "conceder um reconhecimento especial" à eurodeputada Silvia Costa, do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas.
A italiana Silvia Costa é distinguida "pelo seu contributo notável para o desenvolvimento da estratégia da União Europeia sobre o património cultural, e para a promoção do Ano Europeu do Património Cultural 2018".
Sobre a eurodeputada italiana, Maria Calado referiu que "tem defendido vigorosamente que o património cultural é uma grande mais-valia para as instituições da União Europeia e para os Estados-Membros e tem promovido o reconhecimento do seu valor social e económico a nível europeu".
O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva foi instituído em 2013 pelo CNC, em cooperação com a organização não-governamental Europa Nostra, que o CNC representa em Portugal, e o Clube Português de Imprensa, e visa distinguir contribuições excecionais para a proteção e divulgação do património cultural e dos ideais europeus.
O escritor italiano Claudio Magris foi o primeiro laureado com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, em 2013, e, em 2014, foi o escritor turco Orhan Pamuk, que recebeu o Nobel da Literatura em 2006. Em 2015 foi galardoado o músico espanhol Jordi Savall e, no ano passado, em ex-aequo, o cartoonista francês Jean Plantureux, conhecido como Plantu, e o ensaísta português Eduardo Lourenço.
O galardão é entregue hoje, às 18:30, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, numa cerimónia, que conta com o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes.
WIM WENDERS GANHA PRÉMIO
EURPEU HELENA VAZ DA SILVA
O cineasta alemão Wim Wenders, que realizou, entre outros, os filmes "Lisbon Story" e "Paris, Texas", recebe hoje, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural/2017.
O cineasta alemão foi "distinguido pelo seu contributo excecional para a comunicação da história multicultural da Europa e dos ideais europeus", segundo comunicado do Centro Nacional de Cultura (CNC), que promove o galardão, difundida em junho último, quando foi conhecido o laureado.
A presidente do CNC, Maria Calado, em nome do júri, realçou que Wim Wenders é "uma figura chave do cinema contemporâneo europeu" e "um defensor acérrimo da Europa através do seu rico património cultural".
"Ao longo de 50 anos de carreira, ele tem sido um mestre na procura de imagens e palavras para capturar o sentido de lugar na Europa. O júri apreciou em particular a forma original como Wenders consegue dar vida aos valores e ideais europeus e promovê-los além-fronteiras, através do seu trabalho prolífico, que abrange filmes inovadores, exposições fotográficas, monografias, livros de filmes e coleções de prosa".
Nesta quinta edição do galardão, o júri, "composto por especialistas independentes nos campos da cultura, património e comunicação de vários países europeus", decidiu "conceder um reconhecimento especial" à eurodeputada Silvia Costa, do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas.
A italiana Silvia Costa é distinguida "pelo seu contributo notável para o desenvolvimento da estratégia da União Europeia sobre o património cultural, e para a promoção do Ano Europeu do Património Cultural 2018".
Sobre a eurodeputada italiana, Maria Calado referiu que "tem defendido vigorosamente que o património cultural é uma grande mais-valia para as instituições da União Europeia e para os Estados-Membros e tem promovido o reconhecimento do seu valor social e económico a nível europeu".
O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva foi instituído em 2013 pelo CNC, em cooperação com a organização não-governamental Europa Nostra, que o CNC representa em Portugal, e o Clube Português de Imprensa, e visa distinguir contribuições excecionais para a proteção e divulgação do património cultural e dos ideais europeus.
O escritor italiano Claudio Magris foi o primeiro laureado com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, em 2013, e, em 2014, foi o escritor turco Orhan Pamuk, que recebeu o Nobel da Literatura em 2006. Em 2015 foi galardoado o músico espanhol Jordi Savall e, no ano passado, em ex-aequo, o cartoonista francês Jean Plantureux, conhecido como Plantu, e o ensaísta português Eduardo Lourenço.
O galardão é entregue hoje, às 18:30, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, numa cerimónia, que conta com o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes.
CIMEIRA DA RENTRÉE DE OUTUBRO 2017
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DEPOIS DE 2 MESES DE DEFESO A
NOVA ÉPOCA VAI INICIAR-SE NO
DIA 31 DESTE MÊS DE OUTUBRO
Da nossa PM DINA, recém regressada da sua visita de Estado a Moçambique, aqui vai a
CONVOCATÓRIA
"Amigas e amigos, já regressada da visita aos meus familiares em Maputo, cá estou a falar-vos do nosso almoço mensal. Nos meses de Agosto e Setembro, com muita pena minha, não se realizou o nosso encontro. As minhas substitutas não puderam, por vários motivos, organizar o evento. É com muita alegria e vontade de vos ver que retomo as minhas funções.
A degustação será no restaurante " os Meninos " , Rua Quinta do Charquinho, 2B, na próxima terça-feira dia 31 às 13 horas.
.............................. EMENTA................... Entradas
.............................. .................................. Polvo à Lagareiro
.............................. .................................. Vinhos, água, sumos
.............................. .................................. Sobremesa
.............................. .................................. Café
.............................. ................................................................ 17€
Peço o favor confirmem até segunda-feira às 13 horas para que eu possa informar o restaurante de modo a que reservem os lugares.
Beijos. Dina. TOCA A RESPONDER
DEPOIS DE 2 MESES DE DEFESO A
NOVA ÉPOCA VAI INICIAR-SE NO
DIA 31 DESTE MÊS DE OUTUBRO
Da nossa PM DINA, recém regressada da sua visita de Estado a Moçambique, aqui vai a
CONVOCATÓRIA
"Amigas e amigos, já regressada da visita aos meus familiares em Maputo, cá estou a falar-vos do nosso almoço mensal. Nos meses de Agosto e Setembro, com muita pena minha, não se realizou o nosso encontro. As minhas substitutas não puderam, por vários motivos, organizar o evento. É com muita alegria e vontade de vos ver que retomo as minhas funções.
A degustação será no restaurante " os Meninos " , Rua Quinta do Charquinho, 2B, na próxima terça-feira dia 31 às 13 horas.
.............................. EMENTA................... Entradas
.............................. .................................. Polvo à Lagareiro
.............................. .................................. Vinhos, água, sumos
.............................. .................................. Sobremesa
.............................. .................................. Café
.............................. ................................................................ 17€
Peço o favor confirmem até segunda-feira às 13 horas para que eu possa informar o restaurante de modo a que reservem os lugares.
Beijos. Dina. TOCA A RESPONDER
PREMIO SARAMAGO 2017 VAI PARA O AUTOR BRASILEIRO JULIAN FUKS
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VAI PARA O ESCRITOR BRASILEIRO
JULIAN FUKS O PRÉMIO SARAMAGO
2017.
O Prémio José Saramago 2017, no valor pecuniário de 25 mil euros, distinguiu o romance "A Resistência", do autor brasileiro Julián Fuks, foi anunciado esta quarta-feira na sede da Fundação José Saramago, em Lisboa.
O Prémio José Saramago foi instituído pela Fundação Círculo de Leitores, em 1999, com o objetivo de distinguir jovens escritores de língua portuguesa, cuja idade não ultrapasse os 35 anos, quando da publicação da obra.
"A Resistência", de Fuks, publicado em 2015, recebeu no ano passado, no Brasil, o Prémio Jabuti para o Melhor Romance.
O Prémio Saramago é bienal, e distinguiu nas edições anteriores os escritores Paulo José Miranda, José Luís Peixoto, Adriana Lisboa, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo, Andréa del Fuego, Ondjaki e Bruno Vieira Amaral.
VAI PARA O ESCRITOR BRASILEIRO
JULIAN FUKS O PRÉMIO SARAMAGO
2017.
O Prémio José Saramago 2017, no valor pecuniário de 25 mil euros, distinguiu o romance "A Resistência", do autor brasileiro Julián Fuks, foi anunciado esta quarta-feira na sede da Fundação José Saramago, em Lisboa.
O Prémio José Saramago foi instituído pela Fundação Círculo de Leitores, em 1999, com o objetivo de distinguir jovens escritores de língua portuguesa, cuja idade não ultrapasse os 35 anos, quando da publicação da obra.
"A Resistência", de Fuks, publicado em 2015, recebeu no ano passado, no Brasil, o Prémio Jabuti para o Melhor Romance.
O Prémio Saramago é bienal, e distinguiu nas edições anteriores os escritores Paulo José Miranda, José Luís Peixoto, Adriana Lisboa, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo, Andréa del Fuego, Ondjaki e Bruno Vieira Amaral.
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
ESTADO EVANGÁLICO NO BRASIL?
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OS EVANGELISCOS TEM VINDO AO
LONGO DOS ULTIMOS 20 ANOS A
TECER UMA TEIA QUE PRETENDE
TRANSFORMAR O BRASIL NUM
ESTADO TEOCRÁTICO EVANGÉLICO?
Descobri este texto na net que alerta para esse perigo.
~"Nesse texto, pretendo expor de forma introdutória como há uma ameaça real e já em curso de formação de um Estado Teocrático no Brasil em que o executivo, legislativo e o judiciário (a nível municipal, estadual e federal) ficariam sob controle de pastores ou membros de igrejas evangélicas e que suas decisões seriam fundamentas a partir de uma lógica religiosa e submetidas às diretrizes de suas respectivas igrejas. O texto se subdivide em:
1.“A Intenção”, onde demonstro que os evangélicos (particularmente a Igreja Universal) têm um plano de tomada de poder com tendência antidemocrática;
2.“Os Meios”, que expõe as ferramentas que esses grupos religiosos dispõem para a tomada desse poder;
3.“As Estratégias” para isso, focando na dimensão política apenas.
Antes de expor a análise, é necessário esclarecer que por se falar em “evangélico” aqui se entende principalmente denominações pentecostais (como a Assembleia de Deus) e neopentecostais (Universal do Edir Macedo, Mundial do Valdemiro Santiago etc.). Evangélicos de missão (ou históricos) como luteranos, presbiterianos, entre outros são relativamente distintos em termos de doutrinas, perfil sociocultural e relação com a política quando comparados com neo/pentecostais (embora tenha ocorrido uma “pentecostalização” dessas denominações nas últimas décadas. Nota-se isso principalmente entre batistas).
A INTENÇÃO
Começamos a exposição pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), do Edir Macedo, porque ela é a principal personagem dessa história. É a que tem as intenções mais claras de tomada de poder, é uma das mais organizadas politicamente (a que iniciou uma atuação evangélica mais estruturada na década de 1990), com maior poder econômico e midiático, além de ser o grupo neopentecostal com mais fiéis no país.
Em 2008, Edir Macedo (em coautoria com Carlos Oliveira) publicou o livro “Plano de poder – Deus, os cristãos e a política”. No livro, Macedo afirma que Deus tem um plano político para os fiéis da IURD e para os evangélicos que sejam seus aliados: governar o Brasil.
Macedo diz que a “obra não se propõe à incitação de um regime teocrático. Até porque o Estado brasileiro é laico e a liberdade de crença é assegurada constitucionalmente”. Porém, nesses últimos quase 10 anos desde a publicação do livro, o que não falta são exemplos de violações à laicidade do Estado por parte de políticos evangélicos e, entre eles, de políticos ligados à Universal. Da mesma forma, a liberdade de crença assegurada constitucionalmente parece não existir nos discursos e ações de pastores da Universal quando se trata de religiões afro-brasileiras, de espíritas, ateus etc. Portanto, esta afirmação de Macedo não condiz com a realidade e é de esperar que a obra é sim uma incitação a um regime teocrático.
Além disso, na própria obra há diversos trechos que deixam isso claro. Macedo afirma que os cristãos devem participar do “projeto de nação idealizado por Deus para o Seu povo”. “[A Bíblia] não se restringe apenas à orientação da fé religiosa, mas também é um livro que sugere resistência, tomada e estabelecimento do poder político ou de governo […]”. Usando de um discurso maniqueísta bastante comum no meio neopentecostal (quem não está conosco está com o diabo), Macedo diz que “Existem os agentes do mal, que são aqueles que fazem oposição acirrada em vários sentidos — inclusive, ou principalmente, na política — aos representantes do bem”. Também afirma que “A potencialidade numérica dos evangélicos como eleitores pode decidir qualquer pleito eletivo, tanto no Legislativo, quanto no Executivo, em qualquer que seja o escalão, municipal, estadual ou federal”.
Quanto a outras denominações evangélicas, mesmo que não tenham – pelo menos, não de forma tão clara e organizada – um plano de poder como o da Universal, não escondem a intenção de estabelecerem uma nação regida pela moral cristã evangélica. Contudo, como essas outras igrejas (principalmente a Assembleia de Deus, maior denominação evangélica do país) tomam a Universal como modelo político a ser seguido, não é de se estranhar que outras denominações ou lideranças façam algo semelhante no futuro.
Algumas fontes dessa seção: 1, 2, 3.
Algo próximo a isso foi o artigo de opinião – publicado na Folha de São Paulo, em 2014 – intitulado “Antes pedintes, hoje negociadores”, do pastor Robson Rodovalho, fundador da Igreja Sara Nossa Terra e ex-deputado federal. Falando em nome dos evangélicos de forma geral e fazendo referência à candidatura à presidência do Pastor Everaldo, mas também como intenção futura dos evangélicos na política, ele menciona a “clara mudança de posição do segmento evangélico como ‘player’ do jogo político”, possuindo, agora, influência e controle para dar as cartas, definir as regras do jogo.
Uma última coisa a se mencionar é que essa intenção de domínio dos evangélicos num caráter antidemocrático, que vise impor a moral cristã ao Brasil está além de textos panfletários. Essa intenção está visível numa dimensão mais popular e abrangente, já inculcada na mentalidade dos fiéis e que pode ser melhor entendida a partir de uma expressão comum no universo evangélico: “O Brasil é do Senhor Jesus Cristo” (e suas variantes “tal cidade/estado é do Senhor Jesus”, “Feliz é a nação cujo o Deus é o Senhor”, sendo esta última um salmo). Essa expressão de “posse” de um território a determinada divindade e, consequentemente, a determinada religião, se sustenta, em parte, em uma característica inerente ao cristianismo e que tem sido uma das principais motivações para quase toda investida teocrática na história: o imperativo de converter todos ao cristianismo.
Assim, vemos tal expressão ser dita por lideranças, como Silas Malafaia, nesse twitter, nesse, ou nesse vídeo do Instagram.
No banner do Twitter do Marco Feliciano.
Há até um ministério evangélico que traz esse termo: Ministério o Brasil é de Jesus.
Há também o caso das várias placas, totens, outdoors espalhados pelo país e que já geraram muita polêmica e disputa judicial. Por exemplo, em 2006, a prefeitura de Sorocaba instalou um totem com esses dizeres na entrada da cidade a pedido do então vereador e pastor Carlos Cézar da Silva, da Igreja do Evangelho Quadrangular.
Outro exemplo, na cidade de Leme/SP.
Já teve até prefeito que publicou decreto entregando a “chave da cidade ao Senhor Jesus Cristo”.
Até na música essa ideia está visível. O termo “O Brasil é do Senhor Jesus” intitula a canção de dois artistas gospel populares, Mattos Nascimento e a banda Voz da Verdade. Por sua vez, do músico Sérgio Pessoa, há “Desta Cidade Jesus Cristo é o Senhor”. Na canção de Mattos Nascimento, ele diz querer “Ver o presidente, o governador Se curvando à Deus, o nosso senhor”. Na da Voz da Verdade, é dito que “Jesus comanda este país de terra e mar” e proclama “Jesus Cristo na nossa bandeira”.
OS MEIOS
Os meios, as ferramentas para a instalação de uma teocracia evangélica no Brasil partem, particularmente, dos vastos poderes religioso, político, econômico e midiático dessas denominações.
◾Poder religioso / abrangência demográfica
Segundo o censo de 2010, 22,2% da população brasileira se declara evangélica. Um censo mais recente do Datafolha, de 2013, mostra que esse número já cresceu para 29%, sendo que 22% são neo/pentecostais. Portanto, há cerca 60 milhões de neo/pentecostais no Brasil.
Análises do perfil socioeconômico também mostram que estes milhões se encontram nas camadas mais pobres e menos escolarizadas do país, geralmente em contextos em que o poder público está totalmente ausente de suas vizinhanças e vidas. Somando-se a isso o fato de que uma estratégia de conversão comum no universo neo/pentecostal é atrair pessoas em situações de crise emocional, financeira, de saúde etc., o evangélico típico é um indivíduo de perfil manipulável e mais propenso a ser radicalizado. E considerando a participação política desses indivíduos, sabe-se que “eleitores evangélicos votam em seus pares, seus irmãos e pastores”.
Portanto, dezenas de milhões de brasileiros abertos à manipulação e radicalização prontos para votarem e apoiarem o que seus pastores sugerirem.
◾Poder econômico
Não é necessário se estender muito aqui, o poder econômico dessas igrejas é bem reconhecido. As principais lideranças religiosas neo/pentecostais são milionários e bilionários. Talvez, o que deixe mais claro, de forma sucinta, a dimensão desse poder é justamente o valor das riquezas das principais lideranças evangélicas do país divulgadas pela Forbes.
Vale ressaltar que Edir Macedo, por meio do grupo Record, também é dono de 49% de um banco, o Banco Renner.
◾Poder midiático
Mais uma vez, essa é outra dimensão de poder dessas igrejas bastante conhecida para qualquer brasileiro. E, também aqui, é a Universal que se destaca. Ela é dona da Rede Record, a segunda maior emissora no Brasil; o canal de notícias Record News; o jornal Folha Universal (circulação de mais de 2,5 milhões); a Rádio Record de São Paulo (que comanda um pool de outras 30 emissoras de rádio), a Rede Aleluia que possui 68 emissoras próprias; selos musicais. A Igreja Internacional da Graça de Deus, de R.R. Soares, ocupa o horário nobre da rede Bandeirantes, todas as noites, e conta também com uma concessão de televisão, a RIT (Rede Internacional de Televisão), que conta com 8 emissoras e mais de 170 retransmissoras. A Igreja Mundial do Poder de Deus, de Valdemiro Santiago, é dona da emissora Rede Mundial. A Igreja Apostólica Renascer em Cristo, de Estevan e Sônia Hernandes, opera várias emissoras de rádio em São Paulo e um canal de televisão, a Rede Gospel. Seria possível mencionar muitas outras igrejas, mas ficaremos apenas nessas.
Porém, a influência midiática das lideranças evangélicas tem ido além das tradicionais rádio e TV. Silas Malafaia, do ministério Vitória em Cristo, ligado à Assembleia de Deus, por exemplo, possui mais de 1 milhão e 300 mil seguidores no Twitter, além de 300 mil seguidores em seu canal no YouTube. Marco Feliciano, também ligado à Assembleia, tem meio milhão de seguidores no Twitter.
Fonte: 1
◾Poder político
Os evangélicos adentram a política nos anos 1980 e, desde então, só crescem em números e influência. Nos governos do PT, eles passam a ganhar papel de destaque nacionalmente e, no governo Temer, uma República Evangélica começa a ganhar seus contornos.
A força desse grupo se encontra particularmente no legislativo (municipal, estadual e federal), contudo, a tomada de cargos do executivo está em ascensão e é uma de suas estratégias políticas recentes, como será visto adiante. Em nível federal, a representação legislativa mais evidente deste grupo é a Frente Parlamentar Evangélica, conhecida popularmente como Bancada Evangélica. São 198 deputados e 4 senadores¹. Portanto, quase 40% dos deputados federais no Brasil pertencem à bancada Evangélica.
Lista de alguns prefeitos evangélicos mais significantes: Marcelo Crivella (Rio de Janeiro/RJ), Anderson Ferreira (Jaboatão dos Guararapes/PE), Dr. João (São João do Meriti/RJ), Edinho Araújo (São José do Rio Preto/SP), Fabiano Horta (Maricá/RJ), Marquinho Mendes (Cabo Frio/RJ), Max Filho (Vila Velha/ES), Washington Reis (Duque de Caxias/RJ).
Ministros da República evangélicos: Ronaldo Nogueira de Oliveira (M. do Trabalho), Marcos Antônio Pereira (M. da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), homem de confiança de Edir Macedo. Vale ressaltar que a Secretária de Políticas para as Mulheres, órgão subordinado ao Ministério da Justiça, é uma Evangélica, a Fátima Pelaes (ela já disse que, por conta de suas convicções religiosas, é contra o aborto mesmo em casos de estupro).
Em termos partidários, destaca-se o Partido Republicano Brasileiro (PRB), porque ele é o braço político da Igreja Universal. O Ministro Marcos Pereira e o prefeito Crivella são desse partido. No entanto, a Assembleia de Deus (ou, pelo menos, algumas alas dessa denominação com muitas ramificações) também pretende criar seu partido, o Partido Republicano Cristão (PRC), que já tem mais de 300 mil assinaturas coletadas e pretende concorrer já às eleições 2018. O coordenador político da convenção das Assembleias de Deus, pastor Lélis Marinhos, diz que a principal bandeira da nova sigla será a família, “Aquela chamada tradicional, com o princípio básico bíblico da família hétero”.
¹ Alguns desses parlamentares renunciaram por terem sido eleitos prefeitos em 2016 ou estão afastados para exercerem cargos públicos. Há parlamentares que não são evangélicos, mas católicos. Há também aqueles que apesar do apoio de igrejas evangélicas, não são vinculados a elas.
OS EVANGELISCOS TEM VINDO AO
LONGO DOS ULTIMOS 20 ANOS A
TECER UMA TEIA QUE PRETENDE
TRANSFORMAR O BRASIL NUM
ESTADO TEOCRÁTICO EVANGÉLICO?
Descobri este texto na net que alerta para esse perigo.
~"Nesse texto, pretendo expor de forma introdutória como há uma ameaça real e já em curso de formação de um Estado Teocrático no Brasil em que o executivo, legislativo e o judiciário (a nível municipal, estadual e federal) ficariam sob controle de pastores ou membros de igrejas evangélicas e que suas decisões seriam fundamentas a partir de uma lógica religiosa e submetidas às diretrizes de suas respectivas igrejas. O texto se subdivide em:
1.“A Intenção”, onde demonstro que os evangélicos (particularmente a Igreja Universal) têm um plano de tomada de poder com tendência antidemocrática;
2.“Os Meios”, que expõe as ferramentas que esses grupos religiosos dispõem para a tomada desse poder;
3.“As Estratégias” para isso, focando na dimensão política apenas.
Antes de expor a análise, é necessário esclarecer que por se falar em “evangélico” aqui se entende principalmente denominações pentecostais (como a Assembleia de Deus) e neopentecostais (Universal do Edir Macedo, Mundial do Valdemiro Santiago etc.). Evangélicos de missão (ou históricos) como luteranos, presbiterianos, entre outros são relativamente distintos em termos de doutrinas, perfil sociocultural e relação com a política quando comparados com neo/pentecostais (embora tenha ocorrido uma “pentecostalização” dessas denominações nas últimas décadas. Nota-se isso principalmente entre batistas).
A INTENÇÃO
Começamos a exposição pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), do Edir Macedo, porque ela é a principal personagem dessa história. É a que tem as intenções mais claras de tomada de poder, é uma das mais organizadas politicamente (a que iniciou uma atuação evangélica mais estruturada na década de 1990), com maior poder econômico e midiático, além de ser o grupo neopentecostal com mais fiéis no país.
Em 2008, Edir Macedo (em coautoria com Carlos Oliveira) publicou o livro “Plano de poder – Deus, os cristãos e a política”. No livro, Macedo afirma que Deus tem um plano político para os fiéis da IURD e para os evangélicos que sejam seus aliados: governar o Brasil.
Macedo diz que a “obra não se propõe à incitação de um regime teocrático. Até porque o Estado brasileiro é laico e a liberdade de crença é assegurada constitucionalmente”. Porém, nesses últimos quase 10 anos desde a publicação do livro, o que não falta são exemplos de violações à laicidade do Estado por parte de políticos evangélicos e, entre eles, de políticos ligados à Universal. Da mesma forma, a liberdade de crença assegurada constitucionalmente parece não existir nos discursos e ações de pastores da Universal quando se trata de religiões afro-brasileiras, de espíritas, ateus etc. Portanto, esta afirmação de Macedo não condiz com a realidade e é de esperar que a obra é sim uma incitação a um regime teocrático.
Além disso, na própria obra há diversos trechos que deixam isso claro. Macedo afirma que os cristãos devem participar do “projeto de nação idealizado por Deus para o Seu povo”. “[A Bíblia] não se restringe apenas à orientação da fé religiosa, mas também é um livro que sugere resistência, tomada e estabelecimento do poder político ou de governo […]”. Usando de um discurso maniqueísta bastante comum no meio neopentecostal (quem não está conosco está com o diabo), Macedo diz que “Existem os agentes do mal, que são aqueles que fazem oposição acirrada em vários sentidos — inclusive, ou principalmente, na política — aos representantes do bem”. Também afirma que “A potencialidade numérica dos evangélicos como eleitores pode decidir qualquer pleito eletivo, tanto no Legislativo, quanto no Executivo, em qualquer que seja o escalão, municipal, estadual ou federal”.
Quanto a outras denominações evangélicas, mesmo que não tenham – pelo menos, não de forma tão clara e organizada – um plano de poder como o da Universal, não escondem a intenção de estabelecerem uma nação regida pela moral cristã evangélica. Contudo, como essas outras igrejas (principalmente a Assembleia de Deus, maior denominação evangélica do país) tomam a Universal como modelo político a ser seguido, não é de se estranhar que outras denominações ou lideranças façam algo semelhante no futuro.
Algumas fontes dessa seção: 1, 2, 3.
Algo próximo a isso foi o artigo de opinião – publicado na Folha de São Paulo, em 2014 – intitulado “Antes pedintes, hoje negociadores”, do pastor Robson Rodovalho, fundador da Igreja Sara Nossa Terra e ex-deputado federal. Falando em nome dos evangélicos de forma geral e fazendo referência à candidatura à presidência do Pastor Everaldo, mas também como intenção futura dos evangélicos na política, ele menciona a “clara mudança de posição do segmento evangélico como ‘player’ do jogo político”, possuindo, agora, influência e controle para dar as cartas, definir as regras do jogo.
Uma última coisa a se mencionar é que essa intenção de domínio dos evangélicos num caráter antidemocrático, que vise impor a moral cristã ao Brasil está além de textos panfletários. Essa intenção está visível numa dimensão mais popular e abrangente, já inculcada na mentalidade dos fiéis e que pode ser melhor entendida a partir de uma expressão comum no universo evangélico: “O Brasil é do Senhor Jesus Cristo” (e suas variantes “tal cidade/estado é do Senhor Jesus”, “Feliz é a nação cujo o Deus é o Senhor”, sendo esta última um salmo). Essa expressão de “posse” de um território a determinada divindade e, consequentemente, a determinada religião, se sustenta, em parte, em uma característica inerente ao cristianismo e que tem sido uma das principais motivações para quase toda investida teocrática na história: o imperativo de converter todos ao cristianismo.
Assim, vemos tal expressão ser dita por lideranças, como Silas Malafaia, nesse twitter, nesse, ou nesse vídeo do Instagram.
No banner do Twitter do Marco Feliciano.
Há até um ministério evangélico que traz esse termo: Ministério o Brasil é de Jesus.
Há também o caso das várias placas, totens, outdoors espalhados pelo país e que já geraram muita polêmica e disputa judicial. Por exemplo, em 2006, a prefeitura de Sorocaba instalou um totem com esses dizeres na entrada da cidade a pedido do então vereador e pastor Carlos Cézar da Silva, da Igreja do Evangelho Quadrangular.
Outro exemplo, na cidade de Leme/SP.
Já teve até prefeito que publicou decreto entregando a “chave da cidade ao Senhor Jesus Cristo”.
Até na música essa ideia está visível. O termo “O Brasil é do Senhor Jesus” intitula a canção de dois artistas gospel populares, Mattos Nascimento e a banda Voz da Verdade. Por sua vez, do músico Sérgio Pessoa, há “Desta Cidade Jesus Cristo é o Senhor”. Na canção de Mattos Nascimento, ele diz querer “Ver o presidente, o governador Se curvando à Deus, o nosso senhor”. Na da Voz da Verdade, é dito que “Jesus comanda este país de terra e mar” e proclama “Jesus Cristo na nossa bandeira”.
OS MEIOS
Os meios, as ferramentas para a instalação de uma teocracia evangélica no Brasil partem, particularmente, dos vastos poderes religioso, político, econômico e midiático dessas denominações.
◾Poder religioso / abrangência demográfica
Segundo o censo de 2010, 22,2% da população brasileira se declara evangélica. Um censo mais recente do Datafolha, de 2013, mostra que esse número já cresceu para 29%, sendo que 22% são neo/pentecostais. Portanto, há cerca 60 milhões de neo/pentecostais no Brasil.
Análises do perfil socioeconômico também mostram que estes milhões se encontram nas camadas mais pobres e menos escolarizadas do país, geralmente em contextos em que o poder público está totalmente ausente de suas vizinhanças e vidas. Somando-se a isso o fato de que uma estratégia de conversão comum no universo neo/pentecostal é atrair pessoas em situações de crise emocional, financeira, de saúde etc., o evangélico típico é um indivíduo de perfil manipulável e mais propenso a ser radicalizado. E considerando a participação política desses indivíduos, sabe-se que “eleitores evangélicos votam em seus pares, seus irmãos e pastores”.
Portanto, dezenas de milhões de brasileiros abertos à manipulação e radicalização prontos para votarem e apoiarem o que seus pastores sugerirem.
◾Poder econômico
Não é necessário se estender muito aqui, o poder econômico dessas igrejas é bem reconhecido. As principais lideranças religiosas neo/pentecostais são milionários e bilionários. Talvez, o que deixe mais claro, de forma sucinta, a dimensão desse poder é justamente o valor das riquezas das principais lideranças evangélicas do país divulgadas pela Forbes.
Vale ressaltar que Edir Macedo, por meio do grupo Record, também é dono de 49% de um banco, o Banco Renner.
◾Poder midiático
Mais uma vez, essa é outra dimensão de poder dessas igrejas bastante conhecida para qualquer brasileiro. E, também aqui, é a Universal que se destaca. Ela é dona da Rede Record, a segunda maior emissora no Brasil; o canal de notícias Record News; o jornal Folha Universal (circulação de mais de 2,5 milhões); a Rádio Record de São Paulo (que comanda um pool de outras 30 emissoras de rádio), a Rede Aleluia que possui 68 emissoras próprias; selos musicais. A Igreja Internacional da Graça de Deus, de R.R. Soares, ocupa o horário nobre da rede Bandeirantes, todas as noites, e conta também com uma concessão de televisão, a RIT (Rede Internacional de Televisão), que conta com 8 emissoras e mais de 170 retransmissoras. A Igreja Mundial do Poder de Deus, de Valdemiro Santiago, é dona da emissora Rede Mundial. A Igreja Apostólica Renascer em Cristo, de Estevan e Sônia Hernandes, opera várias emissoras de rádio em São Paulo e um canal de televisão, a Rede Gospel. Seria possível mencionar muitas outras igrejas, mas ficaremos apenas nessas.
Porém, a influência midiática das lideranças evangélicas tem ido além das tradicionais rádio e TV. Silas Malafaia, do ministério Vitória em Cristo, ligado à Assembleia de Deus, por exemplo, possui mais de 1 milhão e 300 mil seguidores no Twitter, além de 300 mil seguidores em seu canal no YouTube. Marco Feliciano, também ligado à Assembleia, tem meio milhão de seguidores no Twitter.
Fonte: 1
◾Poder político
Os evangélicos adentram a política nos anos 1980 e, desde então, só crescem em números e influência. Nos governos do PT, eles passam a ganhar papel de destaque nacionalmente e, no governo Temer, uma República Evangélica começa a ganhar seus contornos.
A força desse grupo se encontra particularmente no legislativo (municipal, estadual e federal), contudo, a tomada de cargos do executivo está em ascensão e é uma de suas estratégias políticas recentes, como será visto adiante. Em nível federal, a representação legislativa mais evidente deste grupo é a Frente Parlamentar Evangélica, conhecida popularmente como Bancada Evangélica. São 198 deputados e 4 senadores¹. Portanto, quase 40% dos deputados federais no Brasil pertencem à bancada Evangélica.
Lista de alguns prefeitos evangélicos mais significantes: Marcelo Crivella (Rio de Janeiro/RJ), Anderson Ferreira (Jaboatão dos Guararapes/PE), Dr. João (São João do Meriti/RJ), Edinho Araújo (São José do Rio Preto/SP), Fabiano Horta (Maricá/RJ), Marquinho Mendes (Cabo Frio/RJ), Max Filho (Vila Velha/ES), Washington Reis (Duque de Caxias/RJ).
Ministros da República evangélicos: Ronaldo Nogueira de Oliveira (M. do Trabalho), Marcos Antônio Pereira (M. da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), homem de confiança de Edir Macedo. Vale ressaltar que a Secretária de Políticas para as Mulheres, órgão subordinado ao Ministério da Justiça, é uma Evangélica, a Fátima Pelaes (ela já disse que, por conta de suas convicções religiosas, é contra o aborto mesmo em casos de estupro).
Em termos partidários, destaca-se o Partido Republicano Brasileiro (PRB), porque ele é o braço político da Igreja Universal. O Ministro Marcos Pereira e o prefeito Crivella são desse partido. No entanto, a Assembleia de Deus (ou, pelo menos, algumas alas dessa denominação com muitas ramificações) também pretende criar seu partido, o Partido Republicano Cristão (PRC), que já tem mais de 300 mil assinaturas coletadas e pretende concorrer já às eleições 2018. O coordenador político da convenção das Assembleias de Deus, pastor Lélis Marinhos, diz que a principal bandeira da nova sigla será a família, “Aquela chamada tradicional, com o princípio básico bíblico da família hétero”.
¹ Alguns desses parlamentares renunciaram por terem sido eleitos prefeitos em 2016 ou estão afastados para exercerem cargos públicos. Há parlamentares que não são evangélicos, mas católicos. Há também aqueles que apesar do apoio de igrejas evangélicas, não são vinculados a elas.
sábado, 21 de outubro de 2017
DESPIQUE E BALDÃO NA FEIRA DE CASTRO
.
EM CASTRO VERDE, COMO É DA TRADIÇÃO,
NO SÁBADO À NOITE DA FEIRA DE CASTRO,
OS TOCADORES DE VIOLA CAMPANIÇA E OS
CANTADORES DE DESPIQUE E BALDÃO,
JUNTAM-SE À MESA, E DEPOIS DUMA
REFEIÇÃO CONJUNTA, INICIAM A ARTE
DE VERCEJAR DE MODO INSTANTÂNEO,
COM REGRAS A QUE NÃO PODEM FUGIR
E COM A PRESSÃO DE O FAZEREM NO
MOMENTO.
É uma arte difícil ,de raciocínio instantâneo e com um resultado que nuca se repete.
Há 27 anos que este evento acontece, graças à organização da Cortiçol e a teimosia que se saúda do José F.Guerreiro, a quem Castro Verde muito deve em áreas da cultura regional,com relevo para o cante alentejano, viola campaniça e o cante a despique e baldão.
Não esquecemos que foi o seu sentido de procura e descoberta que vieram a vivificar a viola campaniça ,ao promover na Cortiçol o seu ensino , além da criação dos grupos corais de Castro Verde ,como Os Ganhões , as Camponesas e os Carapinhas, que hoje em dia ainda continuam a existir .
No inicio , estes Encontros aconteciam na Taberna do João das Cabeças, o cenário ideal para este tipo de arte, e onde, os cantadores se sentiam mais no seu espaço natural, o de convívio entre eles .
Mais tarde , e perante o êxito e a curiosidade de muitos, o espaço da Taberna começou a ser demasiado pequeno, com muitas pessoas a ficarem nos corredores ou mesmo´na rua, o que levou a Organização a transferir para um espaço maior, como uma tenda no espaço onde actualmente existe o jardim infantil, depois no Restaurante Sol Posto e finalmente, há já uns anos , no local onde actualmente se realiza, no Forum Municipal.
Preside ao conceito, um "confronto" saudável, entre cantadores campaniços, isto é, da planinicie, "contra" cantadores serrenhos, do Alentejo da serra.
Tanto o cante a despique, como o cante a baldão, têm regras métricas que têm de ser tidas em conta pelos cantadores, o que torna ainda mais difícil, um cantador criar uma quadra e replicar , expontaneamnete , mas com as amarras da m´+etrica.
Outra particularidade, é a que ,todos os anos, após a refeição e ainda antes do inicio da fase do canto, todos os cantadores votam num dos seus companheiros para escolher aquele que será no ano seguinte objecto de homenagem.
As imagens que a seguir publico, já estão também disponíveis no nosso KANAL CASA DAS PRIMAS 345990 dq MEO, mas como nem todos têm MEO em casa , estão aqui as imagens.
De inicio com as palavras de apresentação do José F.Guerreiro
seguiu-se a actuação di Grupo de Vikas Campaniças.
Depois...
O José F.Guerreiro, enquantp no palco se preparava o número seguinte, chano ao palco o poeta popular Manuel Mira...
que
"disso" os seus próprios poemas, com relevoi para o famoso "Feira de Castro"...com as bordas do cu ardenrdo...
a seguir actuaram os
Moços dúma cana, reforçados pelo Pedro Mestre.
chegou então o tal momento em que o cantador votado no ano anterior...
...foi homenageado , recebendo das mãos do vereador da cultura Paulo Nascimento ,a tradicional placa comemorativa.
iniciando-se de seguida o«a fase do despique e baldão, anunciado e exolicado...
pelo José F.Guerreiro.
até que
as vozes soessem...
Para o ano haverá mais.
EM CASTRO VERDE, COMO É DA TRADIÇÃO,
NO SÁBADO À NOITE DA FEIRA DE CASTRO,
OS TOCADORES DE VIOLA CAMPANIÇA E OS
CANTADORES DE DESPIQUE E BALDÃO,
JUNTAM-SE À MESA, E DEPOIS DUMA
REFEIÇÃO CONJUNTA, INICIAM A ARTE
DE VERCEJAR DE MODO INSTANTÂNEO,
COM REGRAS A QUE NÃO PODEM FUGIR
E COM A PRESSÃO DE O FAZEREM NO
MOMENTO.
É uma arte difícil ,de raciocínio instantâneo e com um resultado que nuca se repete.
Há 27 anos que este evento acontece, graças à organização da Cortiçol e a teimosia que se saúda do José F.Guerreiro, a quem Castro Verde muito deve em áreas da cultura regional,com relevo para o cante alentejano, viola campaniça e o cante a despique e baldão.
Não esquecemos que foi o seu sentido de procura e descoberta que vieram a vivificar a viola campaniça ,ao promover na Cortiçol o seu ensino , além da criação dos grupos corais de Castro Verde ,como Os Ganhões , as Camponesas e os Carapinhas, que hoje em dia ainda continuam a existir .
No inicio , estes Encontros aconteciam na Taberna do João das Cabeças, o cenário ideal para este tipo de arte, e onde, os cantadores se sentiam mais no seu espaço natural, o de convívio entre eles .
Mais tarde , e perante o êxito e a curiosidade de muitos, o espaço da Taberna começou a ser demasiado pequeno, com muitas pessoas a ficarem nos corredores ou mesmo´na rua, o que levou a Organização a transferir para um espaço maior, como uma tenda no espaço onde actualmente existe o jardim infantil, depois no Restaurante Sol Posto e finalmente, há já uns anos , no local onde actualmente se realiza, no Forum Municipal.
Preside ao conceito, um "confronto" saudável, entre cantadores campaniços, isto é, da planinicie, "contra" cantadores serrenhos, do Alentejo da serra.
Tanto o cante a despique, como o cante a baldão, têm regras métricas que têm de ser tidas em conta pelos cantadores, o que torna ainda mais difícil, um cantador criar uma quadra e replicar , expontaneamnete , mas com as amarras da m´+etrica.
Outra particularidade, é a que ,todos os anos, após a refeição e ainda antes do inicio da fase do canto, todos os cantadores votam num dos seus companheiros para escolher aquele que será no ano seguinte objecto de homenagem.
As imagens que a seguir publico, já estão também disponíveis no nosso KANAL CASA DAS PRIMAS 345990 dq MEO, mas como nem todos têm MEO em casa , estão aqui as imagens.
De inicio com as palavras de apresentação do José F.Guerreiro
seguiu-se a actuação di Grupo de Vikas Campaniças.
Depois...
O José F.Guerreiro, enquantp no palco se preparava o número seguinte, chano ao palco o poeta popular Manuel Mira...
que
"disso" os seus próprios poemas, com relevoi para o famoso "Feira de Castro"...com as bordas do cu ardenrdo...
a seguir actuaram os
Moços dúma cana, reforçados pelo Pedro Mestre.
chegou então o tal momento em que o cantador votado no ano anterior...
...foi homenageado , recebendo das mãos do vereador da cultura Paulo Nascimento ,a tradicional placa comemorativa.
iniciando-se de seguida o«a fase do despique e baldão, anunciado e exolicado...
pelo José F.Guerreiro.
até que
as vozes soessem...
Para o ano haverá mais.
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