terça-feira, 15 de dezembro de 2020

CRÓNICA DDE UM DIA DIFERENTE

 ,

reposição.

CRÓNICA DE UM DIA DIFERENTE

...............carta a uma colega de férias


Ontem foi um dia de grande significado para a nossa sala. Que pena não teres estado presente.

Alguns deputados e membros do Governo, em visita às instalações da Companhia, escalaram por alguns minutos o nosso local de trabalho.

Já anteontem tinhamos sido avisados, que deveríamos, no dia seguinte, vir vestidos com "sobriedade e decência". Foram estes os termos empregados pela nossa chefia.Chegou a haver um certo burburinho de reprovação e alguma chama de rebelião:"Essa agora, então querem-nos obrigar a vir de fatinho e saia casaco?, era o que faltava", disse alguém. "Deveríamos é vir todos de bibe" opinaram outros. "Quem tiver a hortaliça no sítio, vem à Pai Adão", ouviu-se na confusão geral.

E o grande dia chegou.

Face à importância do acto, e para ciceronar tão selectas personalidades, foram recrutados a recibo verde, o Antonino Pirilau e a Ana Farpas.

O Pirilau, por causa daquele curso de gueixa que com os dinheiros da CEE, foi tirar ao Japão, a Ana, por via do seu saber estar, e do seu curso de "care team", que há bem pouco dirigiu com tanto êxito.

Ele , de fatinho de veludo-cócó Yves Saint Laurent, ela de modelito tipo "Rainha-mãe-Lady Di", de fartos folhos rocócó, redingotes e godés, de còr mostarda.

Ele, à medida que dirigia o grupo pela sala, ia entremeando com vénias, gestos harmoniosos, genoflexões, flic-flacs, cambalhotas, sermões e missas cantadas, a descrição minuciosa do que iam vendo: "Ali é onde pomos os passageiros em vinha -de- alhos, acolá salgamo-los, aqui tiramos-lhes as tripas, a pele e as unhas, bla bla bla...."

Ligeiramente atrás, a Ana Farpas , segurando fortemente o braço do Bagão Félix, ia destilando o seu veneno :-"Isto aqui , senhor Ministro , é uma cambada de imcompetentes, arrivistas- já- residentes", e ,bandarilhando com o olhar os seus ex-colegas: "Gente sem berço, sem principios, que nunca foi à ópera, nunca assistiu a uma conferência na Gulbenkhian"

Às tantas, destacando-se do grupo, o Paulinho Portas, de casaquinho Armani verde vomitivo, camisinha lilás e gravata rosa-marisco. perguntou: -"E a Teresa, onde está a Teresa?" Na sala fez-se um silêncio compungido. "Ouvi dizer que tem um namorado muito robusto, um passarão, dizem-me", e num arrôbo incontido :-"gostava de lhe morder a envergadura!!!" (suspiros).

A Odete Santos ia grasnando naquele seu fanhoso falajar :"Estamos mas é a ser colonizados pela Argentina" ,enquanto lhe oscilavam as penas do turbante e os colares de missangas de péssimo gosto.

O Durão Barroso, talvez chibado por algum bufo-de-mão, desatou , em tom eleitoraleiro, a gritar a sua indignação:- "Numa Companhia em crise, vamos proibir as borlas para a América do Sul, especialmente para o Brasil" , e numa de nacionalismo-enciumado:- "Contentem-se com gente cá da terra"...


E lá se foi o grupo de cinzentos porta-fóra, esmagado pelas vénias do Pirilau e os arrasos da Farpas

HISTORIA DÁDÁ

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HISTÓRIA DÁDÁ

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REPRISE


HISTÓRIA DE UMA VIDRAÇA SEMINALMENTE PARTIDA

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Texto, a que deu magistralmente

forma o CASCADA, após mais uma

mesa-redonda de bocas-para o ar

na velha sala de convívio do RC.

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história dádá.

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Era uma tarde vulgar, heliocêntrica, pendurada na vidraça como uma peça de artilharia.

A jovem jaz lapidada no espaço 3P.

Antes...

Os cacos abriram-lhe uma sucursal no útero e a pomba irremediàvelmente constipada, caíu no precipício de Falópio. Assim o bisexo ficou uma vez mais frustrado.

Nessa memorável tarde, a chuva menstruou a planície, e ela exclamou entre verduras frescas:

-Que desperdício de óvulos.

No ramo mais delicado da cerejeira, o passarinho limpou o passarão das pulgas e enviou-as ao cavalo do rei.

O cavalo duro de raiva gritou equestremente:

-Vou apanhar a carroça da feira da ladra; a minha avó já não me ama.

-Quem é que disse isso? indignou-se a avó da Alice do País das Maravilhas e das Maravolhas.

-De maravalhas estamos nós fartos - respondeu o Príncipe Filipe palitando os dentes, E acrescentou entre arrôtos,- "com a aerofagia do alho foge o Vampiro!!!"

-Exactamente assim! Assim é que está bem. Aerofagia do alho, ah! ah! ah! Porreiro! Gargalhou uma voz.

Então sorrateiramente a cómoda Luis XV arrotou também, e com uma perna coçou a outra. O relógio de cuco agarrou no cubo redondo, incendiou um pensamento maldoso para com a pobre cómoda, e em seguida adormeceu a sussurrar minutos.

Noite alta, luzes soam no firmamento para mais reposadamente correr um pé atrás do outro. Todos juntos eram uma matilha de olhos aguçados. A baba entrava-lhes ruidosamente pela boca, e os dejectos verdes do computador descarregavam algarismos de abecedário: "invalide delimeter", "invalide action code", "invalid entry","invalid for trade", "invalid for action", "invalid for life", "rejectd...e Deus criou o Homem! O estômago era enorme e o verbo prolongava-lhe o nariz pelo baixo ventre.

O cérebro incendiou-se de dilúvio e o guarda chuva abriu-se com um ruído de chaves. Era o Banco da Agricultura.

Aí desembarcaram os animais da Arca.Carunchos esfomeados caruncharam a perna do pirata banqueiro, no alvorocer de um novo dia. As horas passam-se a correr.

A engomadeira engomou as camisas de cada um é como cada qual.

O continente perdido reapareceu entre faíscas de Santa Bárbara, e lembro-me da trovoada.. Fazia tanto horror e maldade ver cair o cuspo sobre o pianista idiota, que Deus , irritado com o fandango, levantou sagazmente a saia e caçou um abutre.

Morrer de fome é bom!

Morrer de nordeste é bom!

Morrer de Viet Nam é bom!

Morrer de TAP é uma merda!

Abaixo a vida!

A vida é un sapo esborrachado, a TAP é um sapo gordo.

"New York Times" ao entardecer. Lixo. O "Pravda" é parvo.

Putrefacções. "Novoie Vrémia" Budapeste é uma flôr.

Viva o Partido Comunista Búlgaro! Ai esta liberdade de expressão!!...Em Hiroshima está tudo derretido de amôr com o Mao que é bom para Chiu Chiao.

No Japão superindustrializado e super -americo-imperializado o Fuji-Iama ergueu-se, abriu a cratera e rugiu sagradamente:

-Estou vazio de sacralidade" Tenho um volvo nas entranhas e a minha metafísica é a mecânica do Citroen.

*Para mim, Pompeia foi uma sardinha...respondeu impertigado o carapau Herculano com uma vòzinha de nereide.

Nisto, entrou o médico empoleirado numa núvem morna e um grande penso na testa.

-O jogo acabou!, disse

Protestos

-O jogo não pode acabar! E o meu Cadillac?

-E as jóias??

-E as minas terras?

-E os meus empregos?

-E os meus bifinhos na Portugália?

Eterno orgasmo da existência insaciàvelmente cionsumidora!

-Tenho uma imagem de Bizet. Uma Carmen roxa que não foi adulterada pelos comícios da Marinha Grande - faíscou o espelho, e suspirou profundamente um suspiro de vidro.

A orelha de Van Gogh mexeu-se na cadeira e despistou a seara côr de gema de ovo em ré menor. E então o galo homosexugalo aproveitou a ausência do pastor para fazer ilusionismo com o poleiro.

-Onde está o poleiro? alguém perguntou.

-Dentro do ovo exclamou (!!!!) Van Gogh.

-Não. Gritou a galinha.

-Olha, vê lá se está no cu do Papa...

-Que horror, disse ele. o Papa não tem cu, tem vaticano de esgôto...

O Fulano e o Cycrano de Bergerac, inventaram o aerolito, cycranaram o teodolito do avô que era avó e tinha um olho de dez avos de mel coado,,,que Einstein não inventou, foi inventado pela teoria da relatividade para se vingar da impulsão do Arquimedes e de Euler que era surdo de um olho. Por isso o quadrado desse olho é igual à distância que separa os planetas. isto é, é igual à curvatura dos cabrais monolíticos preceptores de equinócios -"il sole non si muove", gritava Galileu, na teia das teorias. Se é verdade que ele se move, como explicar então, que a ordenha seja mecânica?A jovem sentada sobr uma metralhadora penteava-se com uma pirâmide de ónix. Foi então que numa explosão de ladridos, alguém escaqueirou a vidraça...

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fim

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

RECORDANDO A CIMEIRA DA BATALHA

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CIMEIRA DA BATALHA EM 2009

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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

HISTÓRIA CRUA - O INFANTE D.HENRIQUE

 REPRISE

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INFANTE DOM HENRIQUE

A questão que a TRANCA levanta nesta crónica, é a de saber, se os créditos que são atribuídos ao Infante Dom Henrique, a quem a História oficial atribui a paternidade dos Descobrimentos portugueses do sec XVI, tem razão de ser, tem pernas para andar, faz algum sentido.

O quinto filho de Dona Filipa de Lencastree D.João I, terá tido o talento, o engenho, e a capacidade de conceber e liderar tão enorme tarefa?

No dia em que festejou os seus 7 anitos, o seu irmão mais velho, o Duartito, então com 10 anos,, e que viria a ser rei de Portugal com o nikname de Dom Duarte, numa daquelas brincadeiras idiotas de jovem em "idade-do-armário",obrigou-o à força a engolir um pau de pimenta verde do Malabar, o que lhe provocou uma monumental raleira, e ainda, um efeito preverso ,que lhe viria a determinar o futuro. Provocou-lhe uma forte erecção precoce desatempada.

Andou uma semana de "pau feito", não havendo já um só músculo penial, por mais minusculo que fosse que não estivese dolorido, em sofrimento.

Este episódio marcá-lo-ia pela vida fóra, e já adolescente, com buço prenunciado, em idade de conquista, a simples lembrança do que havia sentido, o fazia desviar o olhar sempre que alguma garina mais assanhada deixasse vêr uma pontinha da coxa, bandeasse as pretuberâncias calipígias, ou revelasse qualquer ponta de generosos peitorais.

Foi pois na hora do "vamos a vêr", no momento das grandes decisões,que o nosso herói trocou as mulheres pelos barcos, pelas especiarias , pelas rotas marítimas, pelas velas e pelos sextantes...

Sua mãe, preocupada com a continuidade da espécie, ainda tentou espevitar a sua macheza, convencendo-o a fazer um inter-rail pelos países nórdicos, pois já nessa época se falava na forma desinibida como as suecas tratavam das coisas do sexo.

Mas tudo em vão. O Infantinho acabou por se apaixonar por um Drakkar-a-remos do mar do norte.


Então e Sagres? E os Descobrimentos?

Teriam mesmo sido planeados pelo Infantão do chapéu de abât-jour?

A Tranca vasculhou as gavetas da História, os baús do passado, os documentos apócrifos, os forros dos bolsos dos nossos antepassados, escondidos no tempo, analisou relatos dos cronistas medievos, papiros garatujados por mareantes, corsários, mouros de Rabat-Saleh, pescadores de Sagres, briteiras de lupanares de doca dos portos dos Algarves e do norte de Africa, interpretou, intuiu, reconstruiu, lavou os factos, pô-los a secar, e agora está na posse da pura verdade Histórica.

Ora o Infantão, herdou a manha e aquele já citado chapéu pavoroso, (falaremos adiante dele) de sua bisavó paterna, Dona Brites, que tudo conseguia sem mexer uma palha, a todos intrujava com irresistível sedução, locupletando-se amiúde com os bens, ideias e bastas vezes com os corpinhos alheios.

Não, o Infante não planeou os Descobrimentos.

Antes, assenhoriou-se do conhecimento e informação alheios, montando um esquema de captação de dados, tipo agência imobiliária em Sagres, rodeou-se de marmajões sem escrúpulos pagos a peso de ouro, que percorriam as tascas das docas algarvias sacando informações a armadores e marinheiros que ali chegavam e partiam para a costa africana e com essas coordenadas ardilosamente sonegadas, foi desenhando os caminhos que seriam utilizados por Vasco da Gama e amigos na sua viagem de descoberta (?) da India.

Os seus esbirros faziam esperas aos navegadores em véspera de zarpar, aprisionavam-nos, e obrigavam-nos jurar que no regresso entregariam três quartos da mercadoria que traziam e a descobrir dez milhas da costa ocidental africana. para sul, deixando como penhôr, aprisionados , membros das suas famílias.

Obrigavam-se ainda , a trazer uma "lembrancinha, que podia ir de um pacote de liamba, um "plástico" de cola, um macaco domesticado da Baía de Arguim, e um kit de 10 efêbos virgens da Foz do Senegal obrigatoriàmente bem "apeirados" de membro viril e ataviados de cambraia, com acompanhamento de ouro, tâmaras e pevides de sândalo. Alguns chegaram mesmo a trazer cestinhas com frutos do brosque que muito deliciavam o nosso Infante.

E foi assim que sem custos de produção, com orçamentos baixissimos e a criação de um número ridiculo de novos postos de trabalho.que o Infantão se apoderou da História, , foi desenhando o mapa da Africa e das Indias, com informação contrabandeada, copiada, sonegada, sem pagar royalties ou impostos a seja quem fôr, sem descontos para a Previdência.


Post Scriptum:

A Tranca não pode dar por fim desta crónica de jornalismo de investigação, sem abordar com maior detalhe o tal chapéu que se tornou a imagem de marca do nosso herói.

O Infante sempre foi vidrado em chapéus.

O chapéu que foi desenhado pela avó Brites, tinha uma aba larga com reposteiro incorporado, que , deslizando ao longo de uma calha circular, tipo conveyor-belt, lhe permitia isolar-se do mundo, quando queria observar os mapas do Cabo Bojador ou simplesmemte tirar macacos do nariz.

Mas o Infante tinha mais chapéus. Este foi o mais divulgado por cronistas e historiadores tipo-Mattoso.



O do reposteiro era o mandatório, o indicado pelos conselheiros de imagem.

para os paparazzis, para as solenidades públicas. Fóra disso alternava com um sombrero que usava com trajes de luces, com um boné da claque dos Dragões , com um tricórnio à Napoleão, e que lhe dava um ar de rinoceronte perseguido pelo Fisco .


Mas nem sempre o Infantão usava a côr negra oficial.

Nesta imagem pode vêr-se o modelo alternativo "rosa cendré" ,que utilizava quando ia "prá náite". Para o Casino de Sagres, mais formal, vestia o arrojado "modelo roxo velouté" cravejado de missangas e osso buco de barrasco preto do Alentejo.



PRELIMINARES

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REPRISE

.No primeiro dia, Deus criou a vaca.

Deus disse:

- Tens que ir para o campo com o agricultor durante todo o dia e sofre debaixo do sol, e dar leite para sustentar o agricultor. Eu dar-te-ei uma vida de 60 anos.

A vaca disse:

- É uma vida dura que tu queres que eu viva durante 60 anos. Dá-me somente 20 e eu devolvo-te os outros 40.

E Deus concordou.


No segundo dia, Deus criou o cão. E disse:

- Senta-te todo o dia perto da porta da tua casa e ladra para qualquer pessoa que entre ou que passe por perto. Eu dar-te-ei 20 anos de vida.

O cão disse:

- Isso é muito tempo para estar a ladrar. Dá-me somente 10 e eu devolvo-te os outros 10.

Deus concordou.


No terceiro dia, Deus criou o macaco. E disse:

- Distrai as pessoas, faz truques de macaco e fá-los rir muito. Eu dar-te-ei 20 anos de vida.

O macaco disse:

- Que cansativo, truques de macaco durante 20 anos!? Acho que não. O cão devolveu-te 10 anos e é o que eu vou fazer também, ok?

Deus concordou.


No quarto dia, Deus criou o Homem. Deus disse:

- Come, dorme, brinca, faz sexo, diverte-te. Não faças nada, simplesmente diverte-te. Eu dar-te-ei 20 anos de vida.

O Homem disse:

- O quê?!? Só 20 anos? Nem pensar! Vamos fazer o seguinte: eu fico com os 40 anos que a vaca devolveu, com os 10 do cão e os 10 do macaco. Isso faz 80. Pode ser?

- Ok! , disse Deus. Negócio fechado.


É por isso que durante os primeiros 20 anos comemos, dormimos, brincamos, praticamos sexo, divertimo-nos e não fazemos nada. Os 40 anos seguintes, sofremos ao sol para sustentar a nossa família, os 10 seguintes fazemos figura de macaco para entreter os nossos netos e nos últimos 10 anos sentamo-nos na varanda e ladramos a toda a gente.


OPEN SPACE DO RC ,AINDA NO SETIMO ANDAR DO 25.


EM 1998 O RC AINDA FUNCIONAVA 
NO 7º.ANDAR DO ED.25.

 

GENTE NOSSA - O JOQUIM BRITO DIAS


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.GENTE NOSSA - O JOAQUIM BRITO DIAS.

O AXIMÉ.



OPEN SPACE DO RC NO SETIMO ANDAR DO ED.25

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FOTO ENVIADA PELO ZÉ DINIZ

DO RC DOS PRIMEIROS ANOS

AINDA SEM SETS .



O FERREKIRA, a GUIDA,o ZÉ DINIZ a FERNANDINHA GASPAR , na linha do PORTO., mais atrás na linha de FAO, O LUIS SOUSA e de lado o MÁRIO OLVEIRA., Ao fundo na COORDENAÇÃO parte da cabeça do CARLOS MARTINS e o PAULINO junto ao conveyor belt.


fntap 03 festa natal rede 2011

domingo, 15 de novembro de 2020

RECORDAÇÃO DO OPEN SPACE DO RC ,AINDA NO 7º.ANDAR DO ED.25

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Recebi hoje, esta foto enviada pelo Zé Diniz ,a quem agradeço, captada na nossa sala open space do velho RC,

Num turno 4 meia noite , o Zé Diniz e eu, on job.

Tal como o Diniz me recorda, faziamos equipa , eu,ele e o Luciano Carvalho e Silva, , e a mesa era, a dos Domesticos, salvo erro.



Ainda sem computadores, com as celebres fichas de carotolina, que aqui na imagem o Diniz está a arquivar por ordem alfabética. Eu estou ao telefone a atender as nossas colegas do Marquez de Pombal . a dar o KL com o risquinho a lápis no "booking chart".

gente nossa - a MANUELA BRITO E SILVA

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A  MANELA BRITO E SILVA,  A

NOSSA MISNISTRA DOS EVENTOS

E TRANSPORTES



a arte do mário filipe

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A TRANCA criada no RC em 1971, trouxe um sem numero de participações do nosso pessoal, em textos, desenhos, comentários, estórias , e muita criatividade.


A TRANCA em papel foi publicada até ao nº.90, depois teve um upgrading para o cyber-espaço, e a ser editada na internet com sa mesma denominação, até que em 2016, foi atacada por um virus lançado por um hacker em Lviv (Ucrânia) e ,criado então um substituo com o nome de TRACA E SALA DE CONVIVIO DO RC. e a ter uma extensão no facebook com o nome SALA DE CONVIVIO DO RC.


Hoje recordo aqui uma participação do MÁRIO FILIPE, que foi auor de algumas capas da era manual e desenhos como este,


sábado, 13 de junho de 2020

IMPÉRIO MAURYA

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IMPÉRIO MAURYA


Maurya sāmrājya) foi um poderoso Estado geograficamente extenso da Idade do Ferro da Índia, governado pela dinastia Máuria (मौर्य राजवंश) entre 322 a.C. e 185 a.C.. Originário do Reino de Mágada na planície Indo-Gangética (moderna Bihar e Utar Pradexe) no lado oriental do subcontinente indiano, o império tinha sua capital em Pataliputra (moderna Patna).[1][2] O império foi fundado em 322 a.C. por Chandragupta Máuria que tinha derrubado a dinastia do Império Nanda e rapidamente expandiu seu poder para Ocidente através da Índia Central e Ocidental, tomando vantagem das disputas dos poderes locais na esteira da retirada dos exércitos gregos de Alexandre, o Grande. Por 316 a.C., o império tinha ocupado completamente o Noroeste da Índia, derrotando e conquistando os sátrapas deixados por Alexandre. Chandragupta então derrotou a invasão liderada por Seleuco I Nicátor, um general do exército de Alexandre, ganhando territórios adicionais a oeste do rio Indo.

O Império Máuria foi um dos maiores impérios do mundo em sua época,e o maior da história do subcontinente indiano. Em sua maior extensão, o império se estendia do norte ao longo das fronteiras naturais do Himalaia, para o leste em Assam, para o oeste além do moderno Paquistão e nas montanhas Indocuche do que é hoje o Afeganistão. O império foi expandido para as regiões Central e sul da Índia pelos imperadores Chandragupta e Bindusara, mas excluiu uma pequena porção de regiões tribais e florestadas próximas a Calinga (moderna Orissa), até ser conquistado por Asoca.[nt 4] Declinou ca. 50 anos após o reinado de Asoca terminar, e se dissolveu em 185 a.C. com a fundação do Império Sunga em Mágada por Pusiamitra Sunga.[

Sob Chandragupta e seus sucessores, as atividades econômicas como o comércio interno e externo e agricultura prosperaram e e se expandiram através da Índia graças a criação de um único e eficiente sistema de finanças, administração e segurança. Após a Guerra de Calinga, o império experimentou quase meio século de paz e segurança sob Asoca. A Índia Máuria também gozou uma era de harmonia social, transformação religiosa e expansão das ciências e do conhecimento. A adesão de Chandragupta Máuria ao jainismo aumentou a reforma e renovação social e religiosa através de sua sociedade, enquanto a adesão de Asoca ao budismo tem sido considerado como a fundação do reino de paz e não-violência política e social através de toda a Índia. Asoca patrocinou a difusão dos ideais budistas no Seri Lanca, no Sudeste e Sudoeste Asiático e na Europa Meridional.

A população do império foi estimada em cerca. 50 - 60 milhões fazendo o Império Máuria um dos impérios mais populosos da Antiguidade. Arqueologicamente, o período máuria na Ásia Meridional coincide com o período tardio da cerâmica preta polida do Norte (CPPN; 300-100 a.C.).[14] O Artaxastra[nt e os Éditos de Asoca são as principais fontes de registros escritos nos tempos máuria.[16] O Capitel do Leão de Asoca em Saranate foi feito o emblema nacional da Índia.

domingo, 31 de maio de 2020

calendário juliano.

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texto coletivo (reimpressão)

sexta-feira, dezembro 24, 2004
calendário juliano
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Zita não conheceu os seus progenitores. Na verdade, foi abandonada na roda do Convento das Irmãs Beneditinas de Trancoso. Diz-se ter sido filha dum pecado da Madre Superiora da Instituição, com o Rei de Portugal. Cresceu e fez-se mulher entre claustros, hábitos, rosários, carrilhões, tedeuns e missas cantadas. A sua vida sofreu um salto qualitativo, quando num Verão em que tinha sido destacada como monitora, para o Centro de Férias das Filhas de Cristo do Moinho da Asneira, foi apanhada a pular a cerca do quintal, para se encontrar com um frade noviço, finalista do Seminário de Vila Nova de Milfontes, chamado Augustinhe Mê Filhe. Expulsa, meteu piercing na língua e no grande lábio, fugindo para Lisboa com o celerado, que ainda por cima a abandonou, trocando-a ignòbilmente por pianáres e pela Tasquinha do Pote D.Água. Da capital foi para o Texas, alugou uma casinha na Travessa dos Remolares, tão perto do local de trabalho, o famoso "Texas Bar", que podia ir a pé.. Fazia também uma "perninha" no "Escandinávia", e mesmo assim, continuava virgem, com testemunhas a afirmarem que nunca homem nenhum lhe havia posto um dedo sequer nas partes vergonhosas. (Nem nunca se falou de mulheres também).
Preocupada com a qualidade da alimentação e serviços do seu local de trabalho, abriu uma Escola Superior de Formação para pretimosas meninas, na nobre arte do refugado e no transporte de terrinas de sopa, nascendo assim a categoria profissional de "sopeira"
Lisboa foi inundada de sopeiras recem-formadas, todas submissas, todas de buço insipiente, pèzinhos mimosos, calçados tamanho 42, vegetação nas pernas, e aptas para todo o serviço. Senilizada muito cedo, caiu no caldeirão do caldo verde, dando origem à "sopa de pedra", famosa pela qualidade da carne e pela dureza da cabeça, que ao ficar intacta, recebeu o nome de calhau. Mesmo assim comeram-na. Por tão grande sofrimento, foi canonizada pelo Papa Açorda XXII, figurando ainda hoje em qualquer cardápio de restaurante de renome.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

CRÓNICA SOCIAL

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REEDIÇÃO.


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TEXTO PUBLICADO NA TRANCA
EM 2008, DE AUTORIA A
DUAS MÃOS DE RICADO MATOS
E JOSÉ HERDEIRO


CRÓNICA SOCIAL
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Para o lançamento do livro "GESTOS OBSCENOS, MALDICÊNCIAS, CRENDICES, E BEM-PISAR, da DRª. Anne Alfa Beta Zweibrucken Santa Terezinha do Menino Jesus Grossblond Von Tapen Gonçalves, cientista social e socielite bem sucedida, teve lugar no Pavilhão Marrron do Convento das Irmãnzinhas Descalças da Bodadela, um sumptuoso "boca-livre", que juntou centenas de famintos culturais e outras tias da nossa melhor sociedade.
O Party foi um sucesso. A autora-anfitriã estava "un chic" num tailleur Yves Saint Laurent lilás gritante, estola de arminho da Arménia cinza agoniado, sapatos de cetim de salto em madre pérola rosa-deprê, echarpe tafetá marinado em todos de verde vómito e toneladas de plumas, chocalhos, missangas e balagandans.
Estava divina, seus lindos olhos azul piscina, irradiavam alterosas ondas de tranquila felicidade.
Com a sua obra a tiracolo, recebia inebriante os convivas, com uma palavra amiga, um piscar azul e um sorriso redondo:
-"Oh Dàdinha, a menina está radiosa!, "
-"Oh Senhor Conde Auguste, ainda passa a "season no Moinho-da-Asneira"?
-"Ora aqui temos, (dirigindo-se ao insigne académico Prof.Joseph Charles Oak) a maior sumidade (risinhos) em neo-positivismo-acrítico-precoce"
-"Obrigado por ter vindo prestigiar esta sua amiga, Senhor Visconde Don Vasco de Abat-jour, venha aqui, que quero apresentá-lo ao Arquiduque Pimenta"
Após ligeiros aperitivos,( servidos pelas próprias imãnzinhas sempre descalças), de que se pode destacar uns excelentes Jaquinzinhos fritos, salada de atum Bom Petisto, Polvo à Lagareiro fornecido pela Tasquinha do Pote D.Àgua, Cerveja da Linha, da Fábrica do Espuminha de Oeiras, a anfitriã subiu ao Altar do Convento, e, após um breve discurso introdutório, eivado das lamechas do costume, falou sobre o livro. Aqui reproduzimos apenas alguns dos temas enunciados:
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A ETIQUETA NOS ACTOS OFICIAIS
Sexo em grupo:
..em inaugurações
..em baptizados
..em lançamentos de primeiras pedras
..em primeiras comunhões
Danças de Salão
..em refinarias
..em panificações
..em estações de Caminhos de ferro
..na Capela Sistina.
A suprema elegância nas badalhoquices
..num Rolls Royce
..num Mini
..num avião
..no autocarro 50 para a Buraca
Na Missa
..como retirar macacos do nariz com elegância e distinção e posterior rolagem interdigital
..como arremessar ranhocas tapando uma narina com um dedo, e soprando com a outra de modo a não atingir o Senhor Arcebispo.
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A anfitriã prosseguiu a leitura dos itens do seu livro, destacamos parte do capítulo;
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COMO SOLTAR GASES EM SOCIEDADE COM DISTINÇÃO
Dos peidos
..com sonoro estrelejar, em desfiles militares
..com suaves retumbâncias, em concertos e óperas bufas
..com tibuteante lentidão, em processões e novenas
Dos Traques
..com sonoridades alácres, nos santos populares
..com ribombar tumultuoso, nas passagens de ano
..com fragoroso estampido, nos desfiles reais
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Das bufas
..com estrépido controlado, nos jantares aristocráticos
..com assobio ululante, nas reuniões políticas
..com fifioso langôr, nas declarações de amôr
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COMO ARROTAR COM ELEGANCIA
Do estomago
..trata-se de um arrôto de timbre suave e de alto volume, a ser utilizado em discussões com as hierarquias. nos acontecimentos desportivos e nas reuniões de condóminos
Do esófago
..é um arrôto ligeiro, podendo ser modulado em acordes suaves, e que deve ser usado em recepções, chás-canasta e jantares de tios e tias.
Do duodeno
..trata-se de um arrôto muito sonoro com inflexões intestinas, que se destina a acontecimentos solenes.
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A certo momento da sua douta enumeração do índice da obra, a Drª. Anne, iniciou então, duas ligeiras abordagens, de dois temas da sua obra :
A FLATULÊNCIA E OS JANTARES DE GALA
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Fatigada, pediu a uma sua amiga que subisse ao Altar, e foi já a Viscondessa de Viadão, que fez soar na sala a sua voz de flauta, debitando o texto:
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FLATULÊNCIA NA SOCIEDADE OCIDENTAL
"O peido a bufa e o traque, são por excelência , indicadores do desenvolvimento económico e social, senão de uma cultura, pelo menos de uma sociedade.
Ao contrário do Islão, onde só os sultões podem praticar tão secular exercício, na Civilização Ocidental, o $%&/$ é verdadeiramente democrático. Pois tanto se &$#%%& el-rei, como o mais humilde dos aprendizes de marçano"
Veja-se o exemplo de Voltaire, cujo nome é a união de (Volt plus Air) cujo pendôr filosófico não o impedia de se #$%%&$, como o da Imperatriz Sissi, que se bufava discretamente pelas Alamedas do Prater, quer o da Dina Diavolo, vendedora de begónias e crisântemos no Rossio, que solta traques fenomenais, pasme-se, sempre que chega a carreira 21.
Eram célebres os ##&%%= do Arcebispo de Salzburgo, e não menos célebres os gazes musicais de Mozart, que se #%#"/&& para o Bispo.
Consta até que a Fatucha das Azinheiras pairava sobre as ditas, graças à propulsão ao mais puro dos metanos"
Neste estádio da vernissage, ocorreu o intervalo, após o qual, regressou a voz doce da anfitiã-autora, que falou sobre o último capítulo do livro:
JANTARES DE GALA
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REGRAS BÁSICAS PARA NÃO DAR BRONCA À MESA
1º. Procurar tirar as ramelas dos olhos e passar o pente ou escova pela trunfa, para lhe dar um ar mais senhorial.Lavar-se, vulgo, tomar banho, não é essencial a um ar aristocrático, motivo qual o qual, tanto senhores como senhoras, em vez de o tomar, se besuntam de perfumes e essências, a fim de melhorar a qualidade do dito ar, (do senhorial, é evidente)
2.º Deve cingir-se à utilização dos talheres presentes na mesa, pois o uso de martelos, serras circulares ou da navalha de capar porcos que herdou do avô, não só é vista como sinal de subdesenvolvimento, como de escassez de células cinzentas, pois como é do conhecimento geral, as lagostas já vêm descascadas e os bifes sempre se podem cortar com a faca.
3.º.Se detectar uma espinha , osso, pevide, graínha, ou qualquer objecto ainda mais estranho no meio da mayonaise, não cuspa para o copo do vizinho, porque alé de alterar o paladar do vinho, poderá parecer um acto concupiscente.
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Encerrada a fase de leitura dos temas, a Drªa Anne foi de sopetão rodeada pela turbamulta de tias ululantes (muitas, invejosas, outras , rendidas) que cobriram a anfitriã de beijos, abraços, lambidelas, apertões, até. (imagine-se) alguns apalpões, nódoas negras e outras.
Para suprema glória da noite da escritora, o realizador de cinema, radicado na Alemanha, Victorino Duarte, que, agora alemão, é conhecido nos meios da sétima arte europeia como Viktorin Von Hirsh, anunciou que vai catapultar para o cinema, numa encenação pós-modernista e gótica, eivado de formalismo minimalista exacerbado, o livro acabado de lançar.
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Esta reportagem foi patrocinada por:
Covento das Irmânzinhas Descalças da Bobadela
Sapataria Lisbonense
Atum Bom Petisco
Tasquinha do Pote D.Água
Yves Saint Laurent Fashion
Revista Modas & Bordados

O CASCADA "OPERADO" PELO MÁRIO FILIPE,

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A GUERRA "LIGHT" BQIE O MÁRIO FILIPE
TRAVAVA CONTRA A ELITE QUE CONTROLAVA
"A TRANCA" ESPECIALMENTE VISANDO O
CASCADA, , VISTO PELO LÁPIS DO ZÉ
CARLOS CARVALHO.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

quarta-feira, 13 de maio de 2020

ELES DISSERAM

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ELES DISSERAM
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• Os velhos amigos para conversar.
• A velha lenha para aquecer.
• Velhos vinhos para beber.
• Os livros antigos para ler.

(A. Faguet)


Envelhecer é como escalar uma grande montanha:
enquanto se escala, as forças diminuem, mas a visão é mais ampla e mais serena.
(Ingmar Bergman)


Os velhos desconfiam dos jovens porque já foram jovens.
(William Shakespeare)

O jovem conhece as regras, mas o velho conhece as exceções.
(Oliver Wendell Holmes)


Leva dois anos para aprender a falar e sessenta para aprender a calar a boca.
(Ernest Hemingway)

V

terça-feira, 5 de maio de 2020

A BIBLIA , CONTADA À LA GAÚCHO

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NO RIO GRANDE DO SUL, TERRA DE
GAÚCHOS, O FALAJAR É MUITO
TÍPICO, UMA MISTURA DE ESPANHOL,
PORTUGUÊS, DIALIECTOS INDIOS
E MULTIPLOS SONS.

BIBLIA GAUDÉRIA - COISA DE GAÚCHO . COISAS DE GAUCHO!!!! Bíblia Gaudéria Este texto anônimo foi encontrado escrito a ponta de facão no balcão de um bolicho, hoje tapera, no Passo do Elesbão, Quinto Distrito de Cacequi, na Província de São Pedro do Rio Grande..................................................................................................................................................................................................................................................... Os causo das escritura Pois não sei se já lhes contei os causo das Escritura Sagrada. Se não lhes contei, lhes conto agora. A história essa é meio comprida, mas vale a pena contá por causa dos revertério. De Adão e Eva acho que não é perciso contá os causo, porque todo mundo sabe que os dois foram corrido do Paraíso por tomá banho pelado numa sanga. Naqueles tempo, esse mundaréu todo era um pasto só sem dono, onde não tinha nem dele nem meu. O primeiro índio a botá cerca de arame farpado foi um tal de Abel. Mas nem chegou a estendê o primêro fio porque levou um pontaço nos peito do irmão dele, um tal de Caim, que tava meio desconforme com a divisão. O Caim, entonces, ameaçado de processo feio, se bandeou pro Uruguay. Deixou o filho dele, um tal de Noé, tomando conta da estância. A estância essa ficava nas barranca de uma corredêra e o Noé, uns ano despois, pegou uma enchente muito feia pela frente. Côsa muito séria... Caiu água uma barbaridade! Caiu tanta água que tinha até índio pescando jundiá em cima de cerro. O Noé entonces botou as criação em cima de uma balsa e se largou nas correnteza, o índio velho. A enchente era tão braba que quando o Noé se deu conta a balsa tava atolada num banhado chamado Delúvio. Foi aí que um tal de Moisés varou aquela água toda com vinte junta de boi e tirou a balsa do atolêro. Bueno, aí com aquele desporpósito, as família ficaram amiga. A filha mais velha do Noé se casou-se com o filho mais novo do Moisés e os dois foram morá numa estância muito linda, chamada estância da Babilônica. Bueno, tavam as família ali, tomando mate no galpão, quando se chegou um correntino chamado Golias, com mais uns trinta castelhano do lado dele. Abriram a cordeona e quiseram obrigá as prenda a dançá uma milonga. Foi quando os velho, que eram de muito respeito, se queimaram e deu -se o entrevêro. Peleia braba, seu. O correntino Golias, na voz de vamos, já se foi e degolou de um talho só o Noé e o velho Moisés. E já tava largando planchaço em cima do mulherio quando um piazito carretêro, de seus dez ano e pico, chamado Davi, largou um bodocaço no meio da testa do infeliz que não teve nem graça. Foi me acudam e tou morto. Aí a indiada toda se animou e degolaram os castelhano. Dois que tinham desrespeitado as prenda foram degolado com o lado cego do facão. Foi uma sangüêra danada. Tanto que até hoje aquele capão é chamado de Mar Vermelho. Mas entonces foi nomeado delegado um tal de major Salomão. Homem de cabelo nas venta, o major Salomão. Nem les conto! Um dia o índio tava sesteando quando duas velha se baterem em cima dum guri de seus seis ano que tava vendendo pastel. O major Salomão, muito chegado ao piazito, passou a mão no facão e de um talho só cortou as velha em dois. Esse é o muito falado causo do Perjuízo de Salomão que contam por aí. Mas, por essas estimativas, o major Salomão, o que tinha de brabo tinha de mulherengo. Eta índio bueno, seu. Onde boleava a perna, já deixava filho feito. E como vivia boleando a perna, teve filho que Deus nos livre. E tudo com a cara dele, que era pra não havê discordânça. Só clique aqui que quando Deus Nosso Senhor quer, até égua véia nega estribo. Logo a filha das predileção do major Salomão, a tal de Maria Madalena, fugiu da estância e foi sê china de bolicho. Uma vergonhêra pra família! Mas ela puxou a mãe, que era uma paraguaia meio gaudéria que nunca tomô jeito na vida. O pobre do major Salomão se matou-se de sentimento, com uma pistola Eclesiaste de dois cano. Mas, vejam como é a vida. Pois essa mesma Maria Madalena se casou-se três ano despois com um tal de coronel Ponciano Pilatos. Foi ele que tirou ela da vida. Eu conheço uns três causo do mesmo feitio e nem um deles deu certo. Como dizia muito bem o finado meu pai, mulher quando toma mate em muita bomba, nunca mais se acostuma com uma só. Mas nesses contraproducente, até que houve uma contrapartida. O coronel Ponciano Pilatos e a Maria Madalena tiveram doze filho, os tal de apósto, que são muito conhecido pelas caridade que fizeram. Foi até na casa deles que Jesus Cristo churrasqueou com a cunhada de Maria Madalena, que despois foi santa muito afamada. A tal de Santa Ceia. Pois era uns tempo muito mal definido. Andava uma seca braba pelos campo. São José e a Virge Maria tinham perdido todo o gado e só tavam com uma mula branca no potrêro, chamada Samaritana. Um rico animal, criado em casa, que só faltava falá. Pois tiveram que se desfazê do pobre. E como as desgraça quando vem, já vem de braço dado, foi bem aí que estouraram as revolução. Os maragato, chefiado por uma tal de coronel Jordão, acamparam na entrada da Vila. Só não entraram porque tava lá um destacamento comandado pelo tenente Lázo, aquele mesmo que por duas vez foi dado por morto.Mas aí um cabo dos provisório, um tal de cabo Judas, se passou-se pro maragato e já se veio uns tal de Romano, que tavam umas várzea, e ocuparam a Vila. Nosso Senhor foi preso pra ser degolado por um preto muito forte e muito feio chamado Calvário. Pois vejam como é a vida. Esse mesmo preto Calvário, degolador muito tal afamado, era filho da velha Palestina, que tinha sido cozinhêra da Virge Maria. Degolador é como cobra, desde pequeno já nasce ingrato. Mas entonces botaram Nosso Senhor na cadeia, junto com dois abigeatário um tal de João Batista e o primo dele, Heródio dos Reis. Os dois tinham peleado por causo de uma baiana chamada Salomé e no entrevero balearam dois padre, monsenhor Caifás e o cônego Atanásio. Mas aí veio uma força da Brigada, comandada pelo coronel Jesus Além que era meio parente do homem por parte de mãe e com ele veio mais três corpo de provisório e se pegaram com os maragato. Foi a peleia mais feia que se tem conhecimento. Foi quarenta dia e quarenta noite de bala e bala. Morreu três santo na luta: São Lucas, São João e São Marco. São Mateus ficou três mês morre não morre, mas teve umas atenuante a favor e salvou-se, o índio... Nosso Senhor pegou três balaço, um em cada mão e um que varou os pé de lado a lado. Ainda levou mais um pontaço do mais velho dos Romano, o César Romano, na altura das costela. Ferimento muito feio que Nosso Senhor curou tomando vinagre na sexta-feira da paixão... Mas aí, Nosso Senhor se desiludiu-se dos home, subiu na Cruz, disse adeus pros amigo e se mandou-se de volta pro Céu. Mas deixou os dez mandamento, que são cinco e que se pode muito bem acolherá em dois: 1º - Não se mata home pelas costa, 2º - Nem se cobiça mulher dos ôtro pela frente.

PRELIMINARIES

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PRELIMINAIRIES

Queen Elizabeth, & Donald Trump. died & went straight to hell.
Queen Elizabeth said "I miss England, I want to call England and see how everybody is doing there.
She called and talked for about 5 minutes, then she asked "Well devil how much do I owe you????
The devil says "Five million dollars"
She wrote him a cheque and went to sit back on her chair.
Donald Trump, was even more jealous & starts screaming, "I want to call to my friends too, I want to talk to Kim Jong un, in North Korea, asking what'is doing there too. I wanna talk to Putin in Russia, i want to talk to Boris Johnson un UK, also to my ongarian friend, Viktor Orban e specially to my brasilien partner Bolsonaro.
He caled to all of them and he talked for about twenty hours, he talked & talked & talked, then he asked "Well, devil how much do I owe you????
The devil says "One dollar".
Trump is stunned & says "One dollar??? Only one fuc*ing dollar??"
The devil says "Well if you make these calls from one hell to other hell,s it's local"

segunda-feira, 27 de abril de 2020

BOCAGE E A SUA PRISÃO NO LIMOEIRO

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BOCAGE descreve a sua entrada no Limoeiro , preso pla autoria da sua "PAVOROSA ILUSÃO DA ETERNIDADE"
..
Bocage era pouco acautelado na manifestação das suas crenças políticas e religiosas.

No ano de 1797 foram denunciados à intendência da polícia, como escritos pelo poeta, uns papeis ímpios, sediciosos e satíricos, que apareciam clandestinamente com o título de Verdades Duras, e continham entre outras coisas a epístola Pavorosa Illusão da Eternidade.
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Bocage soube-o e tentou fugir, mas foi preso a 10 de Agosto do referido ano, a bordo da corveta Aviso, que se destinava a partir para a Baía.
:
Eis como Bocaje nos descreve a sua entrada no Limoeiro:
:
Vou pintar os dissabores
Que sofre meu coração,
Desde que Lei rigorosa
Me pôs em dura prisão.
A dez de Agosto, esse dia,
Dia fatal para mim,
Teve princípio o meu pranto,
o meu sossego deu fim.
Do funesto Limoeiro
Já toco os tristes degraus,
Por onde sobem e descem
Igualmente os bons e os maus.
Correm-se das rijas portas
Os ferrolhos estridentes,
Feroz condutor me enterra
No sepulcro dos viventes.
Para a casa dos Assentos
Caminho com pés forçados,
Ali meu nome se ajunta
A mil nomes desgraçados.
Para o volume odioso
Lançando os olhos a medo,
Vejo pôr - Manuel Maria -
E logo à margem - Segredo.
Eis que sou examinado
Da cabeça até aos pés,
E vinte dedos me apalpam,
Quando de mais eram dez.
Tiram-me chapéu e gravata,
Fivelas, e desta sorte
por um guarda sou levado
Ao domicílio da morte.
Estufa de treze palmos,
Com uma fresta que dizia
Para o lugar ascoroso
Denominado enxovia.
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A Intendência manteve-o incomunicável durante 22 dias:
:
Passados vinte e dois dias
Sofrendo mil mágoas juntas,
Enfim por um dos meus guardas
Fui conduzido a perguntas.
:
Depois, mantendo Bocaje em "segredo de justiça", transferiu-o para "isolamento" numa enxovia comum. Aí o seu abatimento não cessou, como se vê nestas suas impressivas palavras:
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Mete-se a chave, corre-se o ferrolho,
Faz a primeira grade estrondo horrendo,
Vai o mesmo nas outras sucedendo,
Levando o guarda sobre o ombro o olho.
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Um, deitado sem cama sobre o solho,
Outro posto a jogar, outro gemendo,
Aquele a passear e este escrevendo,
Aqui se mata a fome, ali o piolho.
:
Um pedindo papel, outro tinteiro,
Aquele divertido na assembleia,
Este chorando a falta de dibheiro...
:
Lutam os crimes seus na vaga ideia,
Esta tragédia é a do Limoeiro,
Representada em cena de cadeia.
:
Voltou a desfrutar outra vez da liberdade, por lhe não terem encontrado no processo motivos de condenação, e também devido à protecção do ministro José de Seabra e Silva. Uma beata, Maria Teodora Severiana Lobo Ferreira, denunciou-o mais tarde, em 23 de Novembro de 1802, ao Santo Ofício como pedreiro livre, mas o processo apenas principiado não teve seguimento.
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Poemas citados por Manuel João Gomes in "O Manual dos Inquisidores", Frei Nicolau Emérico - Edições Afrodite - 1973
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Aqui fica a ímpia "Pavorosa Illusão da Eternidade". que o levou ao cércere:
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Pavorosa ilusão de Eternidade,
Terror dos vivos, cárcere dos mortos;
D'almas vãs sonho vão, chamado inferno;
Sistema de política opressora,
Freio que a mão dos déspotas, dos bonzos
Forjou para a boçal credulidade;
Dogma funesto, que o remorso arraigas
Nos ternos corações, e a paz lhe arrancas:
Dogma funesto, detestável crença,
Que envenena delícias inocentes!
Tais como aquelas que o céu fingem:
Fúrias, Cerastes, Dragos, Centimanos,
Perpétua escuridão, perpétua chama,
Incompatíveis produções do engano,
Do sempiterno horror horrível quadro,
(Só terrível aos olhos da ignorância)
Não, não me assombram tuas negras cores,
Dos homens o pincel, e a mão conheço:
Trema de ouvir sacrílego ameaço
Quem d'um Deus quando quer faz um tirano:
Trema a superstição; lágrimas, preces,
Votos, suspiros arquejando espalhe,
Coza as faces co'a terra, os peitos fira,
Vergonhosa piedade, inútil vênia
Espere às plantas de impostor sagrado,
Que ora os infernos abre, ora os ferrolha:
Que às leis, que às propensões da natureza
Eternas, imutáveis, necessária,
Chama espantosos, voluntários crimes;
Que as vidas paixões que em si fomenta,
Aborrece no mais, nos mais fulmina:
Que molesto jejum roaz cilico
Com despótica voz à carne arbitra,
E, nos ares lançando a fútil bênção,
Vai do grã tribunal desenfadar-se
Em sórdido prazer, venais delícias,
Escândalo de Amor, que dá, não vende.
II
Oh Deus, não opressor, não vingativo,
Não vibrando com a destra o raio ardente
Contra o suave instinto que nos deste;
Não carrancudo, ríspido, arrojando
Sobre os mortais a rígida sentença,
A punição cruel, que execede o crime,
Até na opinião do cego escravo,
Que te adora, te incensa, e crê que és duro!
Monstros de vis paixões, danados peitos
Regidos pelo sôfrego interesse
(Alto, impassivo númen!) te atribuem
A cólera, a vingança, os vícios todos
Negros enxames, que lhes fervem n'alma!
Quer sanhudo, ministro dos altares
Dourar o horror das bárbaras cruezas,
Cobrir com véu compacto, e venerando
A atroz satisfação de antigos ódios,
Que a mira põem no estrago da inocência,
(. . .)
Ei-lo, cheio de um Deus, tão mau como ele,
Ei-lo citando os hórridos exemplos
Em que aterrada observe a fantasia
Um Deus algoz, a vítima o seu povo:
( . . .)
Ah! Bárbaro impostor, monstro sedento
De crimes, de ais, de lágrimas, de estragos,
Serena o frenesi, reprime as garras,
E a torrente de horrores, que derramas,
Para fundar o império dos tiranos,
Para deixar-lhe o feio, o duro exemplo
De oprimir seus iguais com férreo jugo.
Não profanes, sacrílego, não manches
Da eterna divindade o nome augusto!
Esse, de quem te ostentas tão válido,
É Deus de teu furor, Deus do teu gênio,
Deus criado por ti, Deus necessário
Aos tiranos da terra, aos que te imitam,
E àqueles, que não crêem que Deus existe.
(. . .)

sexta-feira, 24 de abril de 2020

O DIA EM QUE O CHICO SANTOS COSTA DEIXOU O ENG.MENDES BARBOSA DE MÃO ESTENDIDA

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reposição.
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os nossos campeões - CHICO SANTOS COSTA
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FOTO HISTÓRICA COM O NOSSO
COMPANHEIRO CHICO SANTOS
COSTA (SIM, É O DOS FARTOS
CABELOS) A RECEBER UMA TAÇA
DAS MÃOS DO ENTÃO PRESIDENTE
DA TAP, ENG.MENDES BARBOSA.




O Chico Santos Costa , recebia das mãos do então Presidente da TAP, uma taça, após brilhante comportamento no famoso Rallye da TAP, organizado por César Torres, na presença de Botto do Carmo .
Sorridente o Eng.Mendes Barbosa estendeu-lhe a mão, mas o nosso Chico, meteu as duas mãos à Taça e ignorou a manápula estendida.
No dia seguinte foi chamado ao Gabinete do Director, e levou uma enorme piçada...

O Mendes Barbosa tinha uma grande embirração pelo nosso pessoal do RC, que não usava gravata, calçava ténis e cabelos compridos.
Chamava-nos a LEGIÃO ESTRANGEIRA.
A raiva era tanta que chegou a tentar que andássemos de bata, e a encarregar o serviço de pessoal a desenhar um modelo.Resistimos então e nunca conseguiu realizar esse desejo, pouco depois deu-se o 25 de Abril...
Publicada por Miguel à(s) segunda-feira, maio 30, 2011

terça-feira, 7 de abril de 2020

PRELIMINARES

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PRELIMINARES.
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Um médico saloio decide abrir uma clínica e coloca uma placa :


“QUALQUER TRATAMENTO 20,00 €. SE NÃO FICAR CURADO, DEVOLVO 500,00 €.”
Um advogado de Lisboa vê a placa e não resiste à oportunidade de ganhar dinheiro certo.

Advogado:
– Doutor, perdi o meu sentido do paladar.

Médico saloio :
– Enfermeira, traga o remédio do frasco 22 e ponha 3 gotas na boca do paciente.

Advogado:
– Ei, isto é gasolina !

Médico saloio :
– Boa, o seu paladar foi recuperado. 20,00 €.
O advogado irritado volta no dia seguinte:
– Perdi a memória, não me lembro de nada.

Médico saloio :
– Enfermeira, traga o remédio do frasco 22 e ponha 3 gotas na boca do paciente.
Advogado:
– Mas isso é a mesma gasolina.

Médico saloio :

– Muito bem , recuperou a memória. 20,00 €.
O advogado resolve voltar uns dias depois:

– A minha visão está muito fraca, não consigo ver quase nada.

Médico saloio :

– Bem, eu para isso não tenho mesmo remédio, assim sendo pegue lá 500,00 €.
Advogado:
– Mas isso são 20,00 € !

Médico saloio :

– Parabéns, recuperou a visão. 20,00€.
Moral da história: Não brinquem com os saloios, sobretudo se forem médicos.😀😀😀



HISTÓRIA CRUA ,VASCO DA GAMA

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do baú da TRANCA.

Recordo um dos textos coletivos da série HISTÓRIA CRUA, esta dedicada a Vasco da Gama .

De salientar que misturámos na ocasião um "estória" Monthy Pythiana com alguma realidade histórica.

texto:

ESTA É A HISTÓRIA CRUA QUE
A TRANCA INVESTIGOU E
TEVE A CORAGEM DE DIVULGAR

A TRANCA CONTINUA A VASCULHAR A HISTÓRIA
NO SENTIDO DE REPÔR A VERDADE. DEPOIS DO
MATERIALISMO HISTÓRICO, DAS HISTÓRIA
DAS IDEIAS OU IDEAL E DA NOVA HISTÓRIA
DE FERDINAND BRAUDEL, CRIAMOS A HISTÓRIA
CRUA, ONDE SÓ A VERDADE CONTA:


Ao contrário do que Luis de Camões nos impingiu naquele livrinho de aventuras que esteve para ser história de quadradinhos, os Lusíadas, Vasco da Gama não descobriu coisa nenhuma o caminho marítimo para a India, pois ele, quando saíu da Rocha do Conde de Óbidos na sua Nau Catrineta, já levava na sua pastinha tipo James Bond, um mapa comprado numa feira de ciganos nos arredores de Roma, conhecida por "Porta Portese", pelo seu amigão e companheiro de beliche na tropa, o Pero da Covilhã ,no âmbito duma operação de espionagem industrial, iniciada no Oriente.

Um mapa. dizíamos, com a chamada "Rota do Cabo" bem desenhada, com legendas em português, swailli e kinbundo, da Zambujeira do Mar a Calicute, Mombaça e Goa, com night stops e transfers incluídos em 10 cidades da costa ocidental e oriental de Africa, com vouchers para sight seeings, espectáculos circenses, life shows hétero e homo, stripes, ladies night, operas rock e convencionais, missas negras, danças tribais e orgias temáticas.

Pero da Covilhã havia estado incógnito no Oriente, tendo chegado por terra a Ormuz e Goa, via Persia ,Afeganistão (quando ainda se chamava India de Alá) e Kyber Pass.

Conhecedor da língua árabe, fora escolhido por D.João II para , como agente duplo, ir à India e Abissinia colher informações sobre as rotas do comércio das especiarias e o poder militar de Prestes João , o imperador cristão nestoriano, do reino cristão-monofisita da Abissinia, o tal que se dizia ser descendente de Baltazar, um dos Reis Magos do Presépio, o colorido..

As especiarias eram o petróleo da Idade Média, Os lucros da sua comercialização sustentavam a opulenta Veneza e os seus Dodges Giovanni Mocenigo , Marco e Agostino Barbarigo e os riquissimos Califados do Golfo Persico.

O preço das pimentas , dos coloraus, dos gengibres ocres, tomilho, cravo de cabecinha, canela, nós moscada, cravinho, cravão, caril, pó d'alho, hipericão, pau de Cabinda, pau d'arco, pau de brututu ,tornavam-se probitivos dadas as dificuldades de transporte por terra, da longa duração da viagem, dos custos variáveis , dos maus caminhos, dos assaltos, das portagens, das associações de utentes....

As especiarias chegavam à Laguna de Veneto em barcaças Venezianas que as iam comprar às costas de Alexandria, Cairo, Tunes e Tripoli, onde chegavam em expedições cameleiras de vendilhões berberes, vindas do Reino do Prestes, e era da Piazza de San Marcos que partiam para a Europa.

Mas voltemos ao nosso Vasco da Gama .

Vasco foi um adolescente problemático.

Muito influenciável, espirito fraco, deixava-se arrastar pelas más companhias para tudo o que eram modas imbecis, colecções patetas, vicios perigosos.

Cheirou cola, fumou charros, grafitou paredes, chulou garinas, vendeu relógios marados, contrabandeou tabaco, papoilas, falsificou pão ázimo pra óstias, deu cápaéles em voos cheios, colecionou religiões, saltou de crença em crença, até por se apaixonar mistica e irracionalmente por Shiva . Por ela meteu-se no Yoga , (onde teve até um problema com uma hérnia discal difusa) snifou canela, e enquanto cantava "mantras ", pintava-se de dourado e entregava-se à sua deusa .

E foi esta doideira pela Shiva que o fez entrar no concurso para tripular a Nau Catrineta para a India.

Queria ir ao Oriente, sonhava encontrar a sua divindade, vê-la, senti-la, apalpá-la, adorá-la .

Copiou imenso e foi o primeiro nos testes. Foi escolhido (?) por via duma bruta cunha duma louraça açafata da Rainha Dona Leonor, com quem mantinha um negócio de lençóis.

Na época houve protestos enérgicos de Bartolomeu Dias e de Diogo Cão, denúncias de parcialidade, reclamações hierárquicas e processos arquivados, neste escândalo a que se chamou "processo do pito dourado".

Mas tudo acabou em pizza, e o Vasco lá partiu para a sua viagem de sonho.

Então o safado, aproveita-se do trabalhinho Jamesbondeano do seu amigo do peito, o Pero da Covilhã, leva a papinha feita ,segue o mapa desenhado pelo amigão, pela Rota do Cabo, chega a Brancória actual Pretória, alcança Mombaça. Calicute e Goa, e com a maior cara de pau, aceita as honrarias só para ele : desembarque triunfal como herói, os confetis, o foguetório, os presentes, as capas de revista, a careta em tudo que é gazeta, e em vez de ficar agradecido ao seu amigo e benfeitor, apaga-o da História como quem elimina uns gazes com um traque sonoro:

-"Que nome é que disse?? Pero da Covilhã? ...Connais pas..!!!Não conheço, ñão vejo as telenovelas da TVI...

Descartou-o como o Scolari fez ao Vitor Baía,como o Koeman ignorou o Quim, como o Portas tirou a Maria Barroso da Cruz Vermelha, como o Curado fez "delete" no Patricio, como o Estaline apagou o Trotsky da Revolução, como a Cleopatra esqueceu o António, como o Jardel nunca esteve no Sporting...

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domingo, 5 de abril de 2020

ELLORA CAVE, INDIA

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ELLORA CAVE FICA NA INDIA,E UM
CONJUNTO FANTÁTICO DE CAVERNAS
COM TEMPLOS ESCULPIDOS NA ROCHA.





Ellora é um sítio arqueológico da Índia, chamado localmente de Verul, afamado por suas 34 cavernas artificiais escavadas ao longo de 2 km nas montanhas Charanandri para criação de templos e mosteiros Budistas, Hinduístas e Jainistas. O sítio está localizado a cerca de 30 km da cidade de Aurangabad, no estado de Maharashtra.

O grupo de templos foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1983, e representa a epítome deste estilo de arquitetura na Índia. A construção ocorreu entre os séculos V e XIII, e compreende 12 grutas Budistas, 17 Hinduístas e 5 Jainistas.



História
As grutas Budistas (1 a 12) são as mais antigas, tendo sido escavadas entre os séculos V e VIII, quando a seita Mahayana floresceu na região. As Hinduístas (13 a 29) foram criadas entre os séculos VII e X, e incluem o famoso templo Kailasa, cuja construção se deve possivelmente ao Rei Krishna I. Por fim, as Jainistas datam de entre os séculos X e XIII. Ao longo do tempo a região caiu em relativa obscuridade, embora haja relatos históricos de viajantes mencionando a magnificência do conjunto. A proximidade de tantos templos pertencentes a religiões diversas atesta a harmonia e tolerância religiosa que reinava na época de sua construção.

Atualmente o sítio é administrado e protegido pelo governo da Índia, que executa ações periódicas de preservação no patrimônio arquitetônico e artístico do sítio arqueológico, bem como subsidia diversos projetos de pesquisa em várias especialidades científicas de interesse para a sua conservação e programas de educação para estudantes.


Grutas budistas

Gruta 10, mostrando uma galeria com a imagem de Buda
Principalmente compreendendo mosteiros (viharas) de dois ou três andares, com séries de quartos, salas, galerias, cozinhas e outros aposentos. As mais notáveis são as grutas 5, 10 e 12, com fachadas ornamentadas por galerias e janelas, pátios internos e significativa estatuária. A gruta 12 é especialmente importante, sendo um enorme mosteiro em três andares, com um grande pátio defronte, e no interior existem grandes estátuas de Buda. A gruta 10 possui uma sala em forma de stupa, cujo teto foi entalhado de modo a simular obra em madeira. Ao fundo fica uma estátua monumental de Buda sentado em atitude de pregação.

Grutas hinduístas

Gruta 29
As mais interessantes são a 15, 16 e 29. A gruta 15, Dasavatara, é uma caverna com dois andares, com grandes esculturas e painéis em relevo, ilustrando os avatares de Vishnu e entre outras cenas a morte de heróis e seres míticos, com fino detalhamento e formas vigorosas.

A gruta 16 é o templo Kailasa, uma das mais importantes grutas-templo da Índia por suas proporções gigantescas, sua habilíssima decoração esculpida e pelo engenho arquitetônico demonstrado em sua construção, que significou a remoção de mais de 200 mil toneladas de rocha, em mais de 100 anos de trabalho. Possui um grande pátio de 82 x 46 m escavado na rocha viva, contra um paredão de 32 m de altura às suas costas. O templo consiste em um santuário principal para um lingam de Shiva, com estrutura sustentada por pilastras, com um pórtico e outros santuários anexos dedicados a deidades menores. A sua estatuária é considerada das mais ousadas e perfeitas em todo o patrimônio artístico indiano, segundo o relatório da UNESCO,[1] sendo especialmente digna de nota a representando Rama em ato de levantar o monte Kailasa. As paredes são decoradas também com pinturas.

A gruta 21 (Ramesvara) tem pilares maciços ornamentados com figuras de devas e motivos vegetais. Outras esculturas que se salientam são as das deusas Ganga e Jamuna, e a de Shiva com quatro braços. A gruta 29, Dumar Lena, é uma grande escavação com um santuário para um lingam, uma série de grossos pilares e diversas esculturas, das quais a cena representando o casamento de Shiva com Parvati é das mais refinadas.

Grutas jainistas

Gruta 34
As últimas a serem construídas no complexo, criadas pela seita Digambara, as grutas Janistas se espelham nos modelos Hindus das proximidades, igualmente com admirável decoração esculpida e remanescentes de belos painéis pintados, de grande importância para a história da arte da pintura na Índia. A arte que estas grutas contêm ilustra características específicas da ascética fé Jaina, com maior atenção ao detalhe e proporções arquitetônicas menos impositivas.

sábado, 4 de abril de 2020

QUERUBIM LAPA, ceramista e pintor

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QUERUBIM LAPA, CERAMISTA, ALGARVIO ENCHEU DA SUA OBRA
AS RUAS, AS CASAS ,OS CINEMAS, OS CAFÉS DE CULTO ,OS
EDIFIIOS PUBLICOS, ENFIM ,A CIDADE.



E nós. lisboetas, passamos pela sua arte sem saber
Mas não só Lisboa ganhou obra sua, como se verá adiante.


Querubim Lapa
Nascimento 1925
Portimão
Morte 2 de maio de 2016
Lisboa
Nacionalidade portuguesa
Área Pintura, cerâmica
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Querubim Lapa de Almeida GOSE (Portimão, 1925 — Lisboa, 2 de maio de 2016) foi um artista plástico e professor português.

Pintor, desenhador e gravador, autor de trabalhos de tapeçaria, Querubim Lapa é reconhecido sobretudo como um dos mais importantes ceramistas portugueses, com soluções plástica e tecnicamente inovadoras, destacando-se os seus inúmeros painéis para espaços públicos (assinalem-se, por exemplo, os painéis que criou para a Reitoria da Universidade de Lisboa, 1961, para a Avenida 24 de Julho, Lisboa, 1994, ou para a Estação Bela Vista, do Metropolitano de Lisboa, 1998).



Vida e obra

Nascido em Portimão em 1925, Querubim Lapa teve o seu primeiro contacto com a realidade artística pluridisciplinar ao visitar a Exposição do Mundo Português em 1940. No ano seguinte frequentou as aulas de pintura do pintor Trindade Chagas e, em 1942, matriculou-se na Escola de Artes Decorativas António Arroio, onde foi aluno de Lino António. Nesse mesmo ano expôs pela primeira vez, apresentando-se em conjunto com os colegas Pedro Oom e Júlio Gil no Instituto Italiano de Cultura; esta seria a primeira de tantas outras participações em mostras coletivas em Portugal e no estrangeiro. Durante esse período trabalhou como ajudante de Jaime Martins Barata. Terminado o curso da António Arroio em 1946, entre 1947 e 1950 frequentou o curso de Escultura da ESBAL, onde foi aluno de Leopoldo de Almeida.[1]

Esses primeiros anos, de estudo, "revelam já na sua obra uma clara marca autoral no gosto do traço límpido e do trabalho lumínico, da escolha maioritária das mulheres do povo como figuras centrais. O neorrealismo dos anos 45 e 46, com a sua série de mendigos, corrobora o seu interesse por temas ligados ao quotidiano, seja na série inspirada no Circo, em 1948, ou em obras como a pintura As Costureiras, de 1949"[2]. A sua ligação ao neorrealismo é temporária e a sua obra irá desviar-se, tomando depois rumos decorativos (a nível da produção cerâmica), com grande engenho de formas abstratizadas ou surrealizantes[3][4].

Em 1948 colabora no documentário de Manuel Guimarães sobre a obra de Soares dos Reis (para o qual molda uma série de esculturas do homenageado). Inicia um período intenso de produção desenhada, pintada e gravada, partilhando atelier na Rua Garrett com António Ayres e Lagoa Henriques. Em 1950 pede transferência para a Escola do Porto (ESBAP), que frequenta durante dois anos e onde é aluno do escultor Barata Feyo. De regresso a Lisboa, em 1953 conclui o Curso Especial de Escultura da ESBAL (em 1978 finalizará o de Pintura), iniciando então carreira como professor do Ensino Secundário.

Em paralelo com a docência, em 1954 inicia atividade de ceramista na Fábrica de Cerâmica da Viúva Lamego, Lisboa, (mãe do nosso colega na TAP Leite da Silva), onde lhe é cedido um espaço de ateliê; desenvolve painéis que serão integrados em obras de arquitetura de Raúl Chorão Ramalho (Centro Comercial do Restelo) e Francisco da Conceição Silva (Armazéns do Minho, Moçamedes, Angola).


Em 1955 colabora com o pintor Lino António e por convite deste nesse mesmo ano inicia a docência na Escola António Arroio, cujas oficinas passa a orientar. Envolvido desde o início no projeto da Gravura – Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses, é aí que realiza, em 1960, a sua primeira exposição individual, expondo pintura, gravura e cerâmica. Faz a decoração da Loja das Meias (Lisboa), a convite do Arq. Carlos Tojal. Na sequência da sua intervenção no Hotel Ritz, realizada no final da década de 1950, Jorge Ferreira Chaves convida-o a realizar dois painéis de cerâmica policromada para a Pastelaria Mexicana (1961).

Na década de 1960 abandona a pintura, a que regressa em meados da década seguinte, quando opera por sua vez uma interrupção na criação cerâmica, área em que tinha desenvolvido uma longa experimentação técnica e formal, "levando mais longe as pesquisas abstracionistas que iniciara em pintura no final da década anterior". Se entre 1956 e 1973, a cerâmica o absorve quase em exclusividade, "nos anos 70, uma viagem pelos museus e ateliês de artistas na Europa, fá-lo retomar a vontade de pintar, afirmando então que a cerâmica lhe parecia, ao tempo, limitada. Depois de, em 1974, ter criado uma série de pinturas de homenagem aos Nenúfares, de Monet, uma nova fase muito politizada surge nos últimos anos da década (1974-78), mostrando um «pintor de intervenção» — como se define".

Ao longo das últimas décadas retoma uma via mais claramente dedicada à cerâmica que tem sido objeto de diversos estudos e exposições, podendo destacar-se a sua participação em coletivas de relevo promovidas pelo Museu Nacional do Azulejo (1978; 1991) ou pela Fundação Calouste Gulbenkian (1981; 1982), e a sua exposição retrospetiva no Museu Nacional do Azulejo (1994).

Em 1986 Querubim Lapa ganha o Prémio de Azulejaria da Câmara Municipal de Lisboa com o painel da entrada sul do Banco de Portugal.

A 10 de junho de 2015, foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[7]

Morreu a 2 de maio de 2016, em Lisboa, após complicações respiratórias derivadas de um acidente vascular cerebral.

Exposições individuais (seleção)
1960 – Galeria de Arte da Gravura (exposição inaugural), Lisboa.
1994 – Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.
Exposição coletivas (seleção)
1942 – Instituto Italiano de Cultura, Lisboa.
1948 – 12ª Exposição de Arte Moderna, S.N.I., Lisboa.
1949 – Salão de Inverno, SNBA, Lisboa; Salão da Primavera, SNBA, Lisboa.
1949-1954 – Participa em 5 edições das Exposições Gerais de Artes Plásticas, SNBA, Lisboa.[1]
1950 – Galeria da Livraria Portugália, Porto.
1952 – Mostra Internacional Bianco e Nero, Lugano.
1953 – II Bienal de Arte Moderna de S. Paulo, Brasil; I Exposição de Artes Plásticas, Caixa Económica Operária, Lisboa.
1955 – Exposição Retrospetiva da Pintura Moderna Portuguesa.
1956 – Exposição Artistas de Hoje, SNBA, Lisboa.
1957 – I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, SNBA, Lisboa.
1958 – Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Bruxelas, Bruxelas; Onze Pintores Portugueses, Galeria Abril, Madrid; Gravadores Portugueses, Gotemburgo.
1959 – II Salão de Arte Moderna, SNBA, Lisboa; 50 artistas independentes, SNBA, Lisboa.
1961 – II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.[10]
Coleções
Encontra-se representado em coleções públicas e particulares, entre as quais: Museu de Arte Moderna de Tóquio; Museu do Chiado; Museu Nacional de Soares dos Reis; Museu Nacional do Azulejo; Fundação Calouste Gulbenkian.

Painéis Cerâmicos
Querubim Lapa executou inúmeras obras cerâmicas, de entre as quais podem destacar-se:

Azulejos de padrão das fachadas das galerias inferiores do Centro Comercial do Restelo, Lisboa (1954).[11]
As Meninas e Os Meninos, Escola Querubim Lapa, Campolide, Lisboa (1956).[11]
Relevos cerâmicos para o Pavilhão de Portugal na Feira Internacional Comptoir Suisse em Lausana (1957).
Revestimento de coluna com peças de cerâmica policromada em relevo, Hotel Ritz, (1959).[11]
Terminal militar da Base Aérea n.º 4, Lajes, ilha Terceira, Açores (1961).
A Cultura, painel de azulejos, Reitoria da Universidade de Lisboa, 1961.[11]
Dois painéis de cerâmica policromada em relevo na Pastelaria Mexicana, em Lisboa (1961).
Revestimento exterior e interior da Casa da Sorte, em Lisboa (1963).[11]
Baixo-relevo de grandes dimensões para a delegação do Banco Nacional Ultramarino em Lourenço Marques, actual Maputo (1963).
Intervenções nas delegações da TAP de Luanda e Joanesburgo (1965), Copenhaga e Frankfurt (1968).
Relevo cerâmico, Casino do Estoril, Estoril (1967).[11]
Painéis para o Palácio de Justiça de Lisboa (1969).[11]
Dois baixos-relevos cerâmicos para a Embaixada de Portugal em Brasília (1976).[11]
Painel para a Câmara Municipal do Cartaxo (1982).
Painel para o Hospital de Coimbra (1984).
Painel para o Banco de Portugal, Lisboa (1986).[11]
Terraço, Avenida 24 de Julho, Lisboa (1994).[11]
Revestimento da Estação Bela Vista, Metropolitano de Lisboa (1998).[11]
Painel de azulejos que reveste a base da biblioteca municipal José Saramago, Feijó, Almada (2009).[12]

Casa da Sorte, Lisboa

quinta-feira, 12 de março de 2020

GABRIELA , a primeura telenola em portugal.

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RECORDO AQUI UM TEXTO PUBLICADO
MA NOSSA ENTÃO TRANCA ON LINE


a 16 maio ,de 1977, estreou-se a Telenovela "GABRIELA"
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Foi a primeira telenovela brasileira a passar em Portugal, e a mudar os hábitos e o linguajar dos portugueses.
Foi em 1977, a 16 de Maio, e desde então, outras telnovelas vieram e com elas uma nova industria nasceu também entre nós.

SONIA BRAGA , EM GABRIELA

A telenovela ‘Gabriela’ foi comprada em 1976 por Carlos Cruz, quando este desempenhava as funções de director de programação da RTP, mas a estreia de exibição, em 16 de Maio de 1977, ocorreu já sob o mandato de José Nisa.

A proposta partira da própria produtora,

a Globo, e foi transmitida a Carlos Cruz pelo então presidente da RTP, Pedroso Marques. Este género televisivo era totalmente desconhecido entre nós, assim como dos outros países europeus, cujas estações constituíam, à época, monopólio estatal, ao contrário do que acontecia nas Américas.

O historiador José Hermano Saraiva conta à Correio TV que, quando exerceu as funções de embaixador de Portugal no Brasil (1972-74), detectou a novidade. “No Brasil passavam telenovelas admiráveis, como ‘O Bem Amado’ (1973), que eu vi
e que me levou a fazer algumas diligências para que a nossa TV as passasse cá”, afirma. O apresentador de ‘A Alma e a Gente’ (RTP) sublinha que a sua iniciativa foi motivada pelo facto de ter constatado que “as telenovelas brasileiras eram extraordinárias obras de arte e de poderem representar para os portugueses um importante meio de se habituarem à pronúncia brasileira”. Em seu entender, ‘Gabriela’ e outras telenovelas que se seguiram “tiveram como principal efeito o recrudescimento do interesse do público pela TV”.

Também por efeito desta exibição, os romances de Jorge Amado passaram a ser mais lidos em Portugal, com destaque para ‘Gabriela Cravo e Canela’ que nesse mesmo ano de 1977 foi a obra mais vendida na edição da Feira do Livro de Lisboa. A qualidade e o poder de atracção da obra eram tais que o próprio primeiro-ministro de então, Mário Soares, e alguns ministros foram então objecto de notícias que reportavam a alteração, numa ou noutra circunstância, dos horários de exercício das respectivas funções, para poderem desfrutar este ou aquele episódio da original narrativa de Jorge Amado.



O aparecimento da telenovela ‘Gabriela’ em Portugal foi um acontecimento único, a vários níveis. Desde logo, porque marcou a estreia do formato telenovela diária nos ecrãs portugueses. Depois porque, sendo uma obra adaptada de um romance de Jorge Amado, garantia à partida uma qualidade e interesse acima da média (não o sabíamos nessa altura, mas viemos a confirmá-lo posteriormente: ‘Gabriela’ foi, se não a melhor, uma das melhores telenovelas produzidas no Brasil). Depois, tanto criadores e técnicos, a começar pelo realizador Walter Avancini, como o elenco, eram de primeiríssima grandeza, com Sónia Braga, José Wilker, Armando Bógus, Dina Sfat, Paulo César Pereio, Paulo Gracindo, Ary Fontoura, e tantos outros, em plena forma e carreiras ascensionais.

Era uma delícia descobrir estes actores e vê-los trabalhar com o sabor de uma língua portuguesa recriada, reinventada. A história era magnífica, a forma como as situações se multiplicavam e se entrechocavam num modelo criativo brilhante, os cenários naturais espantosos, descobrindo-nos, a nós portugueses, uma cultura e uma civilização irmãs, onde nos víamos igualmente reflectidos com nitidez.

Portugal parava diariamente à hora da telenovela, aqui no RC havia colegas que iam a casa jntar para vêr o episódio do dia, e até no Parlamento se parava mais cedo
nos derradeiros dias da sua exibição, todos os programas se organizavam em redor do episódio do dia – não era alienação colectiva, era apenas o sedutor poder do espectáculo no seu melhor. A sociedade portuguesa transformou-se obviamente assistindo a esta obra: adoptou o sotaque brasileiro como segunda língua, adoptou as actrizes e os actores brasileiros como vedetas indispensáveis em qualquer festejo fraterno, adoptou usos e costumes, expressões idiomáticas, e começou a rebolar a bunda ao som do samba. Calmamente. Ao ritmo nacional.

Depois, houve algumas outras telenovelas que quase roçaram o céu (estou a lembrar-me por exemplo de ‘Roque Santeiro’), mas o milagre não voltou a surtir o mesmo efeito. ‘Gabriela’ foi o estado de graça irrepetível. Como será revê-la, hoje em dia, quase trinta anos depois? Certamente um prazer, mas não um prazer igual ao primeiro. Saravah!
Publicada por Miguel à(s) quarta-feira, maio 16, 2007

quarta-feira, 4 de março de 2020

CRÓNICA DA CIMEIRA DE FEVEREIRO EM ODIVELAS

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A CIMEIRA DE FEVEREIRO, QUE TEVE LUGAR
EM ODIVELAS REUNIU 21 SENADORES À MESA,
CONTINUANDO A MANTER VIVO O ESPÍRITO DE
PERTENÇA À NOSSA COMUNIDADE RC.

Desta feita viajámos até Odivelas, e durante algumas horas , reavivámos as relações de amizade e companheirismo que têm sido criadas ao longo dos anos em que se tên vindo a realizar as nossas Cimeiras.




À volta da mesa estiveram:
DINA, MANUELA BRITO E SILVA, CHICO VIERA, MRS VIERA,NORBERTO,FAUSTINO ,ZÉ HERDEIRO,ANTÓNIO FIUZA,GUEDES VAZ,TOMÉ GOMES,HERBERTO GOMES,GRAÇA ESPANHA,RICARDO,PEREIRA DE SOUSA,ABILIO AZEVEDO,MANUELA AZEVEDO,MANUELA MASCARENHAS,HELDER MESQUITA,MARIA JOÃO FIGUEIREDO, RUI BRITO DE SOUSA, SUSY BRITO DE SOUSA.




Ao longo dos ultimos anos, têm sido muitas as baixas de companheiros e amigos do velho RC, daí que terem estado ainda 21 companheiros à mesa neste mês de Fevereiro, é desde logo muito satisfatória.

Ficámos a saber que o nosso companheiro Ricardo, passou a somar à sua criativiade na área do modelismo (navios,veleiros e aviões), a da sua adesão à área da pintura, tendo mesmo já 3 quadros completados. Mostrou um deles no seu télélé.



Como é da tradição vieram à baila as memórias da nossa passagem pelo 7º.andar do Edificio 25 , tendo aqui o vosso escriba assinalado a semana de 2 a 9 de Março de 1970. uma semana em que ingressámos no RC 12 companhjeiros . No dia 2 eu o António Fiuza e o Normando Sereno.
Quem nos recebeu no então chamado Serviço de Pessoal, foi o Pacheco, que , depois de nos ter feito assinar o contrato de trabalho e muitos papéis mais,nos recambiou para o Aeroporto.
O Edificio 25, estava então em processo de acabamento, ainda com andaimes e o 7º,andar onde funcionava o RC , era o único andar ocupado, todos os outros estavam vazios, à espera do acabamento da obra, destinados ao pessoal dos escritórios que viriam meses depois da sede.
Quem nos recebeu foi a Ana Castelo, que nos mostrou "a nova casa" nos apresentou aos futuros colegas, sempre muito divertida e com as bôcas que daí em diante ouviriamos diariamento.
"Oh filhos,esta é a máquina de fotocópias, onde agora no principio vocês vão amargar os fumos e as avarias, da vossa recruta na Coordenação. não é Duarte?"
O Vitortino Duarte que nesse dia era o responsável pela Coordenção, apontou para mim e decretou:
-É pá, tu pareces o Doutor Grilo, a consciência do Pinóquio"....e daí em diante fiquei conhecido por "DOUTOR GRILO"...
Nessa semana, dia a dia entraram entre o 2 e o dia 9 de Março,, o Carlos Correia,o Serrão,o Paulino,,o Vitor Guerra, o Falé, o Loreto, e o Cascada.
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Recordámos também o incontornável Garção Santos, o muito palavroso e irrequieto companheiro e àquele episódio ocorrido no Cervejaria Portugalia.

Era conhecido, que sempre que íamos petiscar depois do turno "4 meia noite", o Garção começa por avisar que não queria comer nada, apenas uma cervezinha. Depois, durante a petisqueira sempre ia petiscado de um e outro prato. Um dia, naquele dia, quando se chegou o momoneto de pagar, um dos nossos companheiros ,virando-se para o Garção disse-le: "O mô amigo, comeste e bebeste tanto ou mais que os outros HOJE, divide-se a conta TAMBÉM POR TI....Foi uma risada geral...e o nosso "mouro" (como lhe chamávamos) também entrou nas contas e na galhofa....



Voltámos a recordar e a assinalar os companheiroa que já partiram , e a quem contuamos a lembrar com a serenidade e a amizade que lhes continuamos a dedicar.


Quando se conhecer o local da próxima Cimeira, aqui na nossa Tranca e na Sala, o mesmo será divulgado.



BERLINALE 2020 - OS VENCEDORES.

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A BERLINALE É UM DOS FESTIVAIS DE
CINEMA MAIS FIÁVEIS NO QUE RESPEITA
A PREMIAR QUALIDADE.

Este ano não fugiu à regra,e..

Foram anunciados hoje , os vencedores da 70ª edição do Festival de Berlim. O ano que marcou a renovação do evento, com a nova dupla de diretores, manteve a tradição de marcar sua posição política. Esse foi o principal motivo para a escolha do grande ganhador do Urso de Ouro. O filme There Is No Evil, dirigido pelo iraniano Mohammad Rasoulof, foi o escolhido pelo Júri Internacional, formado por Jeremy Irons, Bérénice Bejo, Bettina Brokemper, Annemarie Jacir, Kenneth Lonergan, Luca Marinelli e Kleber Mendonça Filho.

O longa brasileiro MEU NOME É BAGAD, de Caru Alves de Souza, foi o vencedor do Grand Prix da Mostra Generation 14Plus, com produções destinadas a adolescentes.

lista completa de vencedores:

JÚRI INTERNACIONAL

URSO DE OURO MELHOR FILME
THERE IS NO EVIL (Sheytan vojud nadarad), de Mohammad Rasoulof


URSO DE PRATA PRÊMIO DO JÚRI
Never Rarely Sometimes Always, de Eliza Hittman

URSO DE PRATA MELHOR DIREÇÃO
Hong Sangsoo por The Woman Who Ran (Domangchin yeoja)

URSO DE PRATA MELHOR ATRIZ
Paula Beer em Undine, de Christian Petzold

URSO DE PRATA MELHOR ATOR
Elio Germano em Hidden Away (Volevo nascondermi), de Giorgio Diritti

URSO DE PRATA MELHOR ROTEIRO
Damiano D’Innocenzo e Fabio D’Innocenzo por Bad Tales (Favolacce), de Irmãos D’Innocenzo

URSO DE PRATA CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA
Jürgen Jürges pela direção de fotografia em DAU. Natasha, de Ilya Khrzhanovskiy e Jekaterina Oertel

URSO DE PRATA – 70ª BERLINALE
Delete History (Effacer l’historique), de Benoît Delépine e Gustave Kervern


The Works and Days (of Tayoko Shiojiri in the Shiotani Basin), de C.W. Winter e Anders Edström | Foto: Anders Edström/2020 General Asst.
JÚRI ENCONTROS (Membros do júri: Shôzô Ichiyama, Dominga Sotomayor, Eva Trobisch)

MELHOR FILME
The Works and Days (of Tayoko Shiojiri in the Shiotani Basin), de C.W. Winter e Anders Edström

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
The Trouble With Being Born, de Sandra Wollner

MELHOR DIREÇÃO
Cristi Puiu por Malmkrog

MENÇÃO ESPECIAL
Isabella, de Matías Piñeiro

PRÊMIO GWFF MELHOR PRIMEIRO FILME (Membros do júri: Ognjen Glavonić, Hala Lotfy, Gonzalo de Pedro Amatria)
Los conductos, de Camilo Restrepo
MENÇÃO ESPECIAL
Naked Animals (Nackte Tiere), de Melanie Waelde

PRÊMIO BERLINALE DE DOCUMENTÁRIO (Membros do júri: Gerd Kroske, Marie Losier, Alanis Obomsawin)
Irradiated (Irradiés), de Rithy Panh
MENÇÃO ESPECIAL
Notes from the Underworld (Aufzeichnungen aus der Unterwelt), de Tizza Covi e Rainer Frimmel

JÚRI INTERNACIONAL DE CURTAS-METRAGENS (Membros do júri: Réka Bucsi, Fatma Çolakoğlu, Lemohang Jeremiah Mosese)

URSO DE OURO
T, de Keisha Rae Witherspoon

SILVER BEAR JURY PRIZE (SHORT FILM)
Filipiñana, de Rafael Manuel

PRÊMIO AUDI
Genius Loci, de Adrien Mérigeau

CURTA CANDIDATO PARA O EUROPEAN FILM AWARDS
It Wasn’t the Right Mountain, Mohammad, de Mili Pecherer


Meu Nome É Bagdá, de Caru Alves de Souza | Foto: Camila Cornelsen
PRÊMIOS DOS JÚRIS DA GENERATION

JÚRI INFANTIL GENERATION KPLUS (Membros do júri: Jan-Niclas Henningsen, Noa Liebscher, Mariama Lucks, Konstantin Marx, Nick Müller, Emilia Pegler, Franz Jurek Linus Roller, Sylvester Savelberg, Line-Liv Schmahl, Mathilde Teichmann, Clara Helene Vogt)

URSO DE CRISTAL MELHOR LONGA
Sweet Thing, de Alexandre Rockwell
MENÇÃO ESPECIAL
H Is for Happiness, de John Sheedy

URSO DE CRISTAL MELHOR CURTA
The Name of the Son (El nombre del hijo), de Martina Matzkin
MENÇÃO ESPECIAL
Miss (El sghayra), de Amira Géhanne Khalfallah

JÚRI INTERNACIONAL GENERATION KPLUS (Membros do júri: Marine Atlan, María Novaro, Erik Schmitt)
GRAND PRIX (longa)
Los lobos, de Samuel Kishi Leopo
MENÇÃO ESPECIAL
Cuties (Mignonnes), de Maïmouna Doucouré
Mum, Mum, Mum (Mamá, mamá, mamá), de Sol Berruezo Pichon-Rivière

PRÊMIO ESPECIAL (curta)
The Name of the Son (El nombre del hijo), de Martina Matzkin
MENÇÃO ESPECIAL
The Kites, de Seyed Payam Hosseini

JÚRI JOVEM GENERATION 14PLUS (Membros do júri: Julina Jung, Ion Kebernik, Shahida Kitzov, Lucia Maluga, Rocco Mehlhose, Mette Maren Schmahl, Rita Stelling)

URSO DE CRISTAL MELHOR LONGA
Our Lady of the Nile (Notre-Dame du Nil), de Atiq Rahimi
MENÇÃO ESPECIAL
White Riot, de Rubika Shah

URSO DE CRISTAL MELHOR CURTA
Clebs, de Halima Ouardiri
MENÇÃO ESPECIAL
Goodbye Golovin, de Mathieu Grimard

JÚRI INTERNACIONAL GENERATION 14PLUS (Membros do júri: Abbas Amini, Jenna Bass, Rima Das)

GRAND PRIX (longa)
Meu nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza
MENÇÃO ESPECIAL
Voices in the Wind (Kaze no Denwa), de Nobuhiro Suwa

PRÊMIO ESPECIAL (curta)
Clebs, de Halima Ouardiri
SPECIAL MENTION
White Winged Horse, de Mahyar Mandegar


Undine, de Christian Petzold | Foto: Hans Fromm/Schramm Film
JÚRIS INDEPENDENTES

JÚRI FIPRESCI
COMPETITIVA (Membros do júri: Michel Ciment, Ninos Feneck Mikelides, Ulrich Sonnenschein)
Undine, de Christian Petzold
ENCONTROS (Membros do júri: Ingrid Beerbaum, Christopher Small, Ana Sturm)
A metamorfose dos pássaros, de Catarina Vasconcelos
PANORAMA (Membros do júri: Wilfred Okiche, Eva Peydró, Teresa Vena)
Mogul Mowgli, de Bassam Tariq
Menção especial: A l’abordage by Guillaume Brac
FORUM (Membros do júri: Anzhelika Artyukh, Schayan Riaz, Narjes Torchani
The Twentieth Century, de Matthew Rankin
Menção especial: Ouvertures, de Louis Henderson e Olivier Marboeuf

PRÊMIOS TEDDY (Membros do júri: Chris Belloni, Sylva Häutle, Nataleah Hunter-Young, Ksenia Ilina, Christian Rodríguez, Heitor Augusto de Sousa)
MELHOR FILME
No Hard Feelings (Wir), de Faraz Shariat
MELHOR DOCUMENTÁRIO/FILME-ENSAIO
If It Were Love (Si c’était de l’amour), de Patric Chiha
MELHOR CURTA
Playback (Playback. Ensayo de una despedida), de Agustina Comedi
PRÊMIO DO JÚRI
Days (Rizi), de Tsai Ming-Liang
PRÊMIO ATIVISTA TEDDY
Olga Baranova, Maxim Lapunov, David Isteev

JÚRI ECUMÊNICO (Membros do júri: Roland Wicher, Kodjo Ognandou AYETAN, Alexander Bothe, Rinke Dellebeke-van Hell, Melanie Pollmeier, James Thessin)
COMPETITIVA
There Is No Evil (Sheytan vojud nadarad), de Mohammad Rasoulof
PANORAMA
Father (Otac), de Srdan Golubović
Menção especial: Saudi Runaway, de Susanne Regina Meures
FORUM
Zero (Seishin), de Kazuhiro Soda

PRÊMIO ANISTIA INTERNACIONAL
Members of the Jury: Markus N. Beeko, Anke Engelke, Sebastian Schipper, Maryam Zaree
Welcome to Chechnya by David France

PRÊMIO DO SINDICATO (Membros do júri: Christopher Bausch, Miriam Pfeiffer, Petra Rockenfeller)
There is no Evil (Sheytan vojud nadarad), de Mohammad Rasoulof

PRÊMIO CICAE ART
PANORAMA (Membros do júri: Kevin Beck, Casper Houtman, Tamara Viscovic)
Digger, de Georgis Grigorakis
FORUM (Membros do júri: Ariane Hofmann, Aliki Kalagasidu, André Soto)
The Calming (Ping jing), de Song Fang

SELO EUROPA CINEMAS (Membros do júri: Silvia Bahl, Johan Paulo Candido Fogde Dias, Hans Heesen, Ewa Kujawińska)
Hope (Håp), de Maria Sødahl

PRÊMIO CALIGARI
Members of the Jury: Lena Martin, Dagmar Kamlah, Thomas Klein
Victoria by Sofie Benoot, Liesbeth De Ceulaer, Isabelle Tollenaere

PRÊMIO PEACE
Members of the Jury: Miraz Bezar, Gerd Brendel, Tamara Erbe, Helgard Gammert, Andreas Höfer, Jean
Peters, Esther Slevogt
Los lobos (Die Wölfe) by Samuel Kishi Leopo

PRÊMIO HEINER CAROW
Members of the Jury: Annekatrin Hendel, Anne Möller, Jan Speckenbach
Garagenvolk (Garage People) by Natalija Yefimkina

PRÊMIO COMPASS-PERSPEKTIVE
Members of the Jury: Melanie Andernach, Bernd Lange, Mia Spengler
endowed with € 5,000
Walchensee Forever by Janna Ji Wonders

AG KINO GILDE 14PLUS
Members of the Jury: Marcel Danner, Nina Heise, Anna Friederike Wittkowski
Jumbo by Zoé Wittock


Father, de Srdan Golubović | Foto: Maja Medic/Film House Baš Čelik
JÚRIS POPULARES

PRÊMIO DO PÚBLICO – MOSTRA PANORAMA
MELHOR FILME
Father (Otac), de Srdan Golubović
MELHOR DOCUMENTÁRIO
Welcome to Chechnya, de David France

LEITORES DO BERLINER MORGENPOST READERS (Membros do júri: Christoph Beissner, Suzanne Combüchen-Koloss, Claudio Freimark, Nikos Fragkou, Stephanie Gleixner, Annette Lehmann, Henk Mekkes, Rainer Müller, Ulrike Müller, Daniela Richter, Ronja Selle, Juliane Springsguth)
Delete History (Effacer l’historique), de Benoît Delépine, Gustave Kervern

LEITORES TAGESSPIEGEL (Membros do júri: Peter Apel, Heike Bottke, Chris Feustel, Luisa Horn, Ingrid Lühr, Anuya Rane, Matthias Richter, Thomas Schippmann, Dagmar Seydell)
Window Boy Would Also Like to Have a Submarine (Chico ventana también quisiera tener un submarino), de Alex Piperno

LEITORES DA QUEER.DE (TEDDY) (Membros do júri: Amanda Halbrock, Robert Moussa, Joyce Newrzella, Fabian Schäfer, Detlef Stoffel)
No Hard Feelings (Futur Drei), de Faraz Shariat